Beginners' Guide/Installation (Português)

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Dica: Esta é parte de um artigo multi-páginas do "The Beginners' Guide" ("O Guia para Iniciantes"). Clique aqui se preferir ler o artigo completo.

Instalação

A partir deste momento, você está automaticamente logado em uma shell como usuário root.

Nota: O Framework de instalação do Arch Linux foi descotinuado, portanto, o procedimento de executar o script /arch/setup não funcionará.

Alterar a linguagem

Dica: Este passo é opcional para a maioria dos usuários. Útil apenas se desejas o sistema em sua linguagem nativa, editar arquivos de configuração adicionando caracteres especiais, ou configurar senhas de Wi-Fi com tais caracteres ou receber mensagens do sistema na sua linguagem.

Por padrão, a linguagem do teclado é a us. Para utilizadores do Brasil:

# loadkeys br-abnt2

Para utilizadores de outras comunidades lusófonas:

# loadkeys pt-latin9

A fonte de letra do console também pode ser alterada, pois a maioria das linguagens utiliza o padrão de 26 letras. Nesses casos, alguns caracteres podem aparecer na tela como quadrados brancos ou outros símbolos. Note que o comando abaixo é case-sensitive, portanto, digite exatamente da forma como está escrito:

# setfont Lat2-Terminus16

Por padrão, a linguagem da instalação é o Inglês(US). Para alterar a linguagem durante o processo de instalação, basta remover o # na localização desejada no arquivo /etc/locale.gen, junto com a entrada em inglês. Priorize a escolha da entrada UTF-8.

Pressione Ctrl+X para sair, e quando perguntado para salvar as alterações, pressione Y seguido de Enter para sobrescrever o arquivo.

# nano /etc/locale.gen
en_US.UTF-8 UTF-8
pt_BR.UTF-8 UTF-8
# locale-gen
# export LANG=pt_BR.UTF-8 

ou, para configurar em Português de Portugal:

# nano /etc/locale.gen
en_US.UTF-8 UTF-8
pt_PT.UTF-8 UTF-8
# locale-gen
# export pt_PT.UTF-8 UTF-8

Lembre-se, Alt Esquerdo + Shift Esquerdo ativa e desativa um mapa de teclado.

Estabelecendo conexão com a internet

O serviço dhcpcd inicia automaticamente em tempo de inicialização, e tentará iniciar uma conexão cabeada se disponível. Tente pingar um site para verificar a disponibilidade.

# ping -c 3 www.google.com
PING www.l.google.com (74.125.132.105) 56(84) bytes of data.
64 bytes from wb-in-f105.1e100.net (74.125.132.105): icmp_req=1 ttl=50 time=17.0 ms
64 bytes from wb-in-f105.1e100.net (74.125.132.105): icmp_req=2 ttl=50 time=18.2 ms
64 bytes from wb-in-f105.1e100.net (74.125.132.105): icmp_req=3 ttl=50 time=16.6 ms

--- www.l.google.com ping statistics ---
3 packets transmitted, 3 received, 0% packet loss, time 2003ms
rtt min/avg/max/mdev = 16.660/17.320/18.254/0.678 ms

Caso você receba o erro ping: unknown host, você deverá configurar a rede manualmente, como descrito abaixo.

Caso contrário, vá para o tópico Preparando os Discos.

Rede Cabeada

Siga o seguinte procedimento para configurar sua conexão cabeada com um endereço IP estático.

Caso o seu computador esteja conectado a uma rede Ethernet você possuirá uma interface chamada enpXsX (onde "X" corresponde a um número). Você precisa conhecer as seguintes informações (que você pode conseguir com seu administrador de redes):

  • Endereço IP estático.
  • Máscara de rede.
  • Endereço do Gateway
  • Endereço do DNS
  • Nome do domínio(a menos que esteja em uma LAN local, onde pode ignorar tal informação).

Para ativar uma interface de rede como a enp5s0, por exemplo:

# ip link set enp5s0 up

Adicione um endereço:

# ip addr add <endereco-ip>/<mascara-de-subrede> dev <interface>

Exemplo:

# ip addr add 192.168.1.2/24 dev enp5s0

Para maiores opções, execute man ip.

Adicione o seu gateway da seguinte forma, substituindo o endereço IP pelo do seu gateway em questão:

# ip route add default via <endereco-ip>

Exemplo:

# ip route add default via 192.168.1.1

Edite o arquivo resolv.conf, substituindo no parametro "nameserver" os endereços IP dos DNS's disponíveis, e o valor do seu domínio no parâmetro "search".

# nano /etc/resolv.conf
nameserver 61.23.173.5
nameserver 61.95.849.8
search example.com
Nota: Apenas três endereços nameserver podem ser incluídos neste arquivo.

A partir daqui, você deve ter acesso a rede cabeada. Caso contrário, dê uma verificada na página Configuring Network (Português).

Wireless

Siga este procedimento caso você precise de conectividade (Wi-Fi) durante o processo de instalação.

Os drivers e utilitários para conexão sem fio agora estão disponíveis na mídia de instalação. Um bom conhecimento do seu hardware sem fio será de suma importância para obter sucesso na configuração. Note que seguindo o procedimento deste passo-a-passo habilitará seu hardware durante a utilização do sistema live ou executando em determinado processo da instalação. Estes passos precisam ser repetidos após um reboot no sistema.

Note também que estes passos são opcionais, pois se a conexão sem fio é desnecessária ao processo de instalação, estas configurações podem ser executadas em um período posterior.

Nota: Os exemplos a seguir usam a nomenclatura wlpXsX (onde "X" corresponde a um número) para a interface de rede e linksys para a ESSID. Lembre de alterar estes valores de acordo com a sua configuração.

O procedimento básico será:

  • (opcional) Identificar a sua interface wireless:
# lspci | grep -i net

Ou, se utilizando uma placa externa (usb):

# lsusb
  • Certifique-se de que o udev carregou o driver apropriado, e que uma interface utilizável foi criada, através do comando iwconfig:
Nota: Caso você não visualize uma saída de tela similar a esta, sua placa wireless não foi carregada. Neste caso, você deverá carregar o módulo do driver por sua conta. Veja Wireless network configuration para informações mais detalhadas.
# iwconfig
lo no wireless extensions.
enp5s0 no wireless extensions.
wlp9s0   unassociated  ESSID:""
         Mode:Managed  Channel=0  Access Point: Not-Associated
         Bit Rate:0 kb/s   Tx-Power=20 dBm   Sensitivity=8/0
         Retry limit:7   RTS thr:off   Fragment thr:off
         Power Management:off
         Link Quality:0  Signal level:0  Noise level:0
         Rx invalid nwid:0  Rx invalid crypt:0  Rx invalid frag:0
         Tx excessive retries:0  Invalid misc:0   Missed beacon:0

Neste exemplo, wlp9s0 é a interface disponível.

  • Para levantar a interface:
# ip link set wlp9s0 up

Uma pequena porcentagem dos dispositivos sem fio também necessitam de um firmware para o driver correspondente. Caso sua interface precise de um, o "erro comum" que pode acontecer ao levantar a interface é o seguinte:

# ip link set wlp9s0 up
SIOCSIFFLAGS: No such file or directory

Caso tenha dúvidas, utilize o dmesg para buscar por informações no log de kernel e encontrar qual o possível firmware a ser utilizado.

Exemplo de saída de um dispositivo da Intel, requisitando o firmware durante o boot:

# dmesg | grep firmware
firmware: requesting iwlwifi-5000-1.ucode

Caso não haja saída, pode ser concluído que nenhuma firmware é necessária para a sua placa.

Warning: Pacotes de firmware de dispositivos sem fio são pré-instalados dentro de /usr/lib/firmware no ambiente de instalação(liveCD ou liveUSB), porém, devem ser explicitamente instalados ao seu sistema para serem funcionais após o reiniciar da instalação!. A instalação de pacotes será abordada mais tarde neste guia. Certifique-se da instalação de ambos, o módulo e a firmware antes de reiniciar! Veja Wireless network configuration caso esteja incerto dos requisitos de firmware correspondentes ao seu sistema em particular.

Após, utilize o utilitário wifi-menu para conectar a rede:

# wifi-menu wlp9s0

A partir de agora, você já deve ter uma conexão de internet funcionando. Caso contrário, verifique a página Wireless network configuration.

Proxy

Para que seja possível instalar e atualizar o Arch Linux através de um servidor proxy autenticado é preciso alterar a maneira como o pacman baixa os pacotes, de modo que ele utilize o wget para isso.

Configurando o pacman

Edite o arquivo /etc/pacman.conf e apague o símbolo # da linha "XferCommand = /usr/bin/wget":

# nano /etc/pacman.conf
XferCommand = /usr/bin/wget --passive-ftp -c -O %o %u
Configurando o wget

Agora será preciso editar o arquivo /etc/wgetrc com as informações do seu proxy, apagando o símbolo # do início das linhas e alterando com a sua configuração de proxy:

# nano /etc/wgetrc
https_proxy = http://usuario:senha@ipdoproxy:portadoproxy/
http_proxy = http://usuario:senha@ipdoproxy:portadoproxy/
ftp_proxy = http://usuario:senha@ipdoproxy:portadoproxy/

Mais informações sobre configuração de proxy podem ser encontradas em: Proxy settings.

Preparando os dispositivos de armazenamento

Warning:
  • Este passo irá guiá-lo no particionamento e formatação do seu disco;
  • Leia com muita atenção TODAS as etapas, dicas e alertas desta seção;
  • O particionamento ou formatação poderá causar perda de dados ou torná-los inacessíveis, portanto é aconselhável que seja feita uma cópia de segurança dos seus arquivos antes de proceder com esta etapa;
  • Se você pretende fazer a instalação em paralelo (dual boot) com um sistema Windows que utilize UEFI/GPT evite formatar a partição UEFI existente, pois ela inclui o arquivo .efi do Windows necessário para carregá-lo.
Nota:
  • Caso esteja instalando o Arch Linux em um dispositivo USB, veja Installing Arch Linux on a USB key;
  • Se você possui um computador apenas com suporte a BIOS/Legacy utilize a tabela de partições MBR (Master Boot Record) por ser de simples configuração;
  • Você pode utilizar a tabela de partições GPT (GUID Partition Table) em um computador BIOS/Legacy, mas isso requer configurações adicionais;
  • Se você possui um computador com suporte a UEFI você deve utilizar a tabela de partições GPT (GUID Partition Table).

A mídia de instalação do Arch Linux provê as seguintes ferramentas de particionamento:

  • gdisk – Suporta apenas tabelas de partição GPT.
  • cfdisk – Suporta apenas tabelas de partição MBR.

Identificando os discos

Antes de tudo você precisa identificar qual o disco que será utilizado para a instalação do sistema. O comando abaixo irá listar os discos disponíveis e suas respectivas estruturas de partições, se houver:

# lsblk

Note que nem todos os dispositivos listados estarão disponíveis para a instalação do Arch Linux (o que inclui a que está sendo utilizada para carregar o CD/USB do Arch Linux). Os terminados em rom, loop ou airoot podem ser ignorados.

NAME            MAJ:MIN RM   SIZE RO TYPE MOUNTPOINT
sda               8:0    0    80G  0 disk
└─sda1            8:1    0    80G  0 part
Nota:
  • A instalação do Arch Linux pode ser feita apenas com as partições raiz / e a swap;
  • Geralmente se recomenda colocar o dobro do tamanho de sua memória RAM para a partição swap, pois esse espaço será necessário caso você "hiberne" o sistema;
  • É recomendável o mínimo de 512MB na partição /boot para que não se tenha problemas ao atualizar o kernel do sistema;
  • Se você pretende utilizar LVM (Logical Volume Manager) é importante deixar a partição /boot fora da partição utilizada para a LVM;
  • Os diretórios /bin, /sbin, /lib, /etc, /dev e /proc devem permanecer na mesma partição que a raiz /, ou seja, não devem ser particionados.

Os exemplos a seguir usarão o seguinte particionamento:

  • 2048MB (2GB) para a partição swap (utilizando como base um computador com 1GB de memória RAM);
  • 512MB para a partição /boot;
  • 15360MB (15GB) para a partição raiz /; e
  • Todo o espaço restante para a partição /home.

Vale enfatizar que particionamento de disco trata-se de gosto pessoal, e que este exemplo existe para propósitos ilustrativos. Veja Partitioning.

MBR (Master Boot Record)

Para o particionamento de um disco utilizando a tabela de partições MBR (Master Boot Record) vamos utilizar a ferramenta cfdisk:

# cfdisk /dev/sda

Swap:

  • Escolha Nova (ou pressione N) – Enter para Primária - digite "2048" – Enter para "No início".
  • Escolha o tipo (ou pressione T) – pressione qualquer tecla para rolar a lista para baixo - Enter para 82.

Boot

  • Pressione seta para baixo para mover a seleção para o "espaço livre" no disco rígido.
  • Escolha Nova (ou pressione N) - Enter para Primária - digite "512" - Enter para "No início" - Enter para Bootável.

Raíz:

  • Pressione seta para baixo para mover a seleção para o "espaço livre" no disco rígido.
  • Escolha Nova (ou pressione N) - Enter para Primária - digite "15360" - Enter para "No início".

Home:

  • Pressione seta para baixo para mover a seleção para o "espaço livre" no disco rígido.
  • Escolha Nova (ou pressione N) – Enter para Primária - Enter para usar o restante do espaço em disco.

O resultado do particionamento ficará parecido com este:

Name    Flags     Part Type    FS Type          [Label]       Size (MB)
-----------------------------------------------------------------------
sda1               Primary     Linux swap / Solaris              2048
sda2    Boot       Primary     Linux                             512
sda3               Primary     Linux                             15360
sda4               Primary     Linux                             133000*
Nota: A tabela de partição MBR só suporta 4 partições primárias. Caso queira incluir mais partições à instalação do sistema você deve criar apenas 3 partições primárias e as demais partições que se deseja incluir devem ser lógicas.

Se quiser reiniciar o processo, você pode simplesmente selecionar "Sair" (ou pressionar Q) para sair do particionador sem salvar quaisquer alterações feitas no disco. Depois, basta executar o cfdisk novamente. "sim" (ou yes, caso não tenha alterado o idioma) e selecione Sair (ou pressionar Q) para sair do cfdisk.

Particionar não é o bastante; As partições precisam de um File systems. Para formatar as partições com um sistema de arquivos ext4:

Warning: Verifique e "re-Verifique" se é realmente a partição /dev/sda1 que você deseja formatar. Pode mudar de caso para caso.
# mkfs.ext4 /dev/sda1
# mkfs.ext4 /dev/sda3

E para formatar e ativar a partição de swap:

# mkswap /dev/sda2
# swapon /dev/sda2

Montando as Partições

Cada partição é identificada por um sufixo numeral. Por exemplo, sda1 especifica a primeira partição do primeiro driver, enquanto sda designa o disco por completo.

Para ver o layout de particionamento atual:

# lsblk /dev/sda

Preste atenção na ordem de montagem, pois ela é importante.

Primeiro, monte a partição raíz em /mnt. Seguindo o exemplo abaixo (em seu sistema, pode ser diferente) seria algo como:

# mount /dev/sda1 /mnt

Monte então a partição destinada ao /home e outras separadas para o /boot, /var, etc, caso desejar:

# mkdir /mnt/home
# mount /dev/sda3 /mnt/home

No caso da partição /boot ser separada:

# mkdir /mnt/boot
# mount /dev/sdaX /mnt/boot

Se a sua placa-mãe possuir suporte a UEFI, monte a partição da seguinte maneira:

# mkdir /mnt/boot/efi
# mount /dev/sdaX /mnt/boot/efi

Selecionando um repositório

Antes de instalar, você pode desejar configurar seu arquivo mirrorlist para apontar pra um repositório de seu interesse. Uma cópia deste arquivo será instalado no seu sistema através do pacstrap

# nano /etc/pacman.d/mirrorlist
##
## Arch Linux repository mirrorlist
## Sorted by mirror score from mirror status page
## Generated on 2012-MM-DD
##

Server = http://mirror.example.xyz/archlinux/$repo/os/$arch
...
  • Alt+6 para copiar a linha Server.
  • PageUp para subir no arquivo.
  • Ctrl+U para colar a linha copiada no topo do arquivo.
  • Ctrl+X para sair, e quando lhe for perguntado se deseja salvar as alterações, pressione Y e Enter para sobrescrever o arquivo

Se desejar, você pode configurar para que este seja o único repositório disponível, excluindo todo o resto (usando Ctrl+K), porém, é uma boa ideia ter mais de um repositório disponível, caso um deles esteja offline.

Dica:
  • Use o Mirrorlist Generator para obter uma lista atualizada dos repositórios de seu país. Repositórios HTTP são mais rápidos que FTP, devido a um conceito chamado keepalive. Via FTP, o pacman precisa enviar um sinal a cada momento que um pacote é baixando, resultando em uma pequena pausa. Para outras formas de gerar repositórios, veja organizando repositórios e Reflector.
  • Arch Linux MirrorStatus reporta diversos aspectos sobre os repositórios como problemas de rede, problemas de coleta de dados, última data de sincronia, etc.
Nota:
  • Sempre que mudar sua lista de repositoŕios, lembre-se de forçar o pacman a atualizar todas as listas de pacotes através de um pacman -Syy. Esta ação é considerada uma boa prática e pode evitar dores de cabeça. Veja Mirrors para maiores informações.
  • Se estiver usando uma mídia de instalação antiga, suas listas de repositórios podem estar desatualizadas, podendo causar problemas na atualização relacionadas ao FS#22510. Por isto, utilize sempre a última mídia disponível como descrito acima.
  • Alguns problemas foram reportados nos fórums do Arch Linux relacionados a rede, impedindo o pacman a atualizar/sincronizar repositórios(veja [1] e [2]). Quando instalando o Arch Linux nativamente, estes problemas são contornados substituindo o "baixador de arquivos" do pacman por uma alternativa(veja Aumento de performance do Pacman para maiores detalhes). Quando instalar o Arch Linux como hóspede no [VirtualBox]], este problema pode ocorrer ao usar uma interface do tipo "Host interface" ao invés de "NAT" nas configurações desta máquina.

Instalando o sistema Base

O sistema base é instalado usando o script pacstrap.

# pacstrap /mnt base base-devel
Nota: Caso o pacman falhe ao verificar os pacotes, verifique a data/hora do seu sistema. Se a data for inválida (exemplo, ano 2010), algumas chaves serão consideradas expiradas(ou inválidas), e verificações de assinatura dos pacotes falharão, junto com a interrupção da instalação. Certifique-se de corrigir o horário do sistema, fazendo isto manualmente ou através do cliente ntp, e tente rodar o pacstrap novamente. Veja o artigo tempo para maiores detalhes sobre correção da data do sistema.
  • base: Softwares que fazem parte do repositório [core], fazendo parte do ambiente mínimo necessário.
  • base-devel: Ferramentas extras fora do [core] como make e automake. A maioria dos iniciantes irá instalar este grupo, que será necessário para aumentar o sistema no futuro. O base-devel é um grupo necessário para a instalação de pacotes vindos do Arch User Repository.

Isto lhe dará um ambiente Arch básico. Outros pacotes podem ser instalados mais tarde através do pacman.

Nota: Se você está instalando o Arch Linux através de um servidor Proxy é importante instalar o pacote wget, além do base e o base-devel, através do pacstrap.

Crie um FSTAB

Crie um arquivo fstab com o comando genfstab utilizando as opções -U, para UUIDs, e -L para labels (se preferir). É interessante verificar esta informação antes de continuar:

Nota: Se erros forem encontrados durante a execução do genfstab, não rode o comando novamente; apenas edite o arquivo /etc/fstab.
# genfstab -p /mnt >> /mnt/etc/fstab
# nano /mnt/etc/fstab

Apenas a partição raíz (/) precisa de 1 no último campo. O restante, deve ter 2 ou 0 (veja definições do fstab).

Adicionalmente, data=ordered deve ser removido. Esta opção é usada automaticamente você definindo-a ou não, então, pode ser removida para manter a "clareza" do arquivo fstab.

Chroot e configuração do sistema base

Depois, faremos um chroot ao nosso novo sistema recém instalado:

# arch-chroot /mnt

Neste estágio da instalação, você configurará arquivos primários na base do seu Arch Linux. Estes podem ser criados caso existam ou não, ou editados caso deseje mudar a configuração padrão.

Entender todos os passos descritos é de suma importancia para garantir a configuração perfeita do sistema.

Localização(locale)

Localizações utilizadas pela glibc e outros programas e bibliotecas com tal capacidade para renderizar texto, mostrarão de forma correta opções regionais monetárias, de formato de data, de idiossincrasia, e outros padrões específicos de cada localidade.

Dois arquivos precisam ser editados: locale.gen e locale.conf.

  • O arquivo locale.gen é limpo por padrão(todas linhas comentadas) e você precisará remover o # das linhas desejadas. Você deverá descomentar mais linhas que apenas o Inglês (US), assim que escolher a codificação UTF-8: encoding:
# nano /etc/locale.gen
en_US.UTF-8 UTF-8
pt_BR.UTF-8 UTF-8
# locale-gen

Este comando irá rodar em cada atualização de glib, gerando novamente todas as localizações configuradas no /etc/locale.gen.

  • O arquivo locale.conf não existe por padrão. Configurar a variável LANG será o suficiente. Esta variável será utilizada como padrão por outras variáveis
# echo LANG=pt_BR.UTF-8 > /etc/locale.conf
# export LANG=pt_BR.UTF-8

Para usar outras variáveis do tipo LC_*, primeiro rode o comando locale para verificar as opções disponíveis. Um exemplo avançado pode ser encontrado aqui.

Warning: O uso da variável LC_ALL é desencorajado por sobrepor tudo.

Fontes de console e Mapa de teclado

Se você alterou o mapa do teclado no inicio do processo de instalação, recarregue tal configuração novamente pois seu ambiente mudou. Exemplo:


# loadkeys br-abnt2
# setfont Lat2-Terminus16

Para utilizadores de outras comunidades lusófonas:

# loadkeys pt-latin9
# setfont Lat2-Terminus16

Para que tais configurações persistam após um reboot, edite o arquivo vconsole.conf:

# nano /etc/vconsole.conf
KEYMAP=br-abnt2
FONT=Lat2-Terminus16
FONT_MAP=
  • KEYMAP – Tenha em mente que esta configuração é válida apenas para as suas TTYs, e não para gerenciadores gráficou ou seu Xorg.
  • FONT – Fontes disponíveis estão localizadas em /usr/share/kbd/consolefonts/. A fonte padrão é livre de falhas, porém, pode fazer com que caracteres estrangeiros apareçam como quadrados ou outros símbolos. É recomandado a fonte Lat2-Terminus16 pois de acordo com o /usr/share/kbd/consolefonts/README.Lat2-Terminus16, suporta "todos as linguagens l10".
  • FONT_MAP – Mapa de console a ser carregado durante o boot. Leia man setfont. O padrão(em branco) é seguro

Veja See fontes de console e man vconsole.conf para maiores informações.

Fuso Horário

Os fusos horário disponíveis podem ser encontrados nos diretórios /usr/share/zoneinfo/<Zona>/<SubZona>

Para visualizar uma <Zona> disponível, liste o conteúdo de /usr/share/zoneinfo/:

# ls /usr/share/zoneinfo/

De forma similar, a informação de uma <SubZona> pode ser obtida:

# ls /usr/share/zoneinfo/Europe

Crie um link simbólico para /etc/localtime com origem no seu fuso horário seguindo o padrão /usr/share/zoneinfo/<Zona>/<SubZona> .

Exemplo:

# ln -s /usr/share/zoneinfo/America/Sao_Paulo /etc/localtime

Relógio do Hardware

Defina o modo do relógio de hardware de modo uniforme entre seus sistemas operacionais. Caso contrário, eles podem substituir o relógio do hardware e provocar mudanças de tempo.

Você pode gerar o arquivo /etc/adjtime automaticamente, usando um dos seguintes comandos:

  • UTC (recomendado)
Nota: A utilização UTC para o relógio do hardware não significa que o software irá exibir hora em UTC.
# hwclock --systohc --utc
  • localtime (desencorajante; usado por padrão no Windows)
Warning: Usando localtime pode levar a vários bugs conhecidos e incorrigíveis. No entanto, não há planos para largar suporte para localtime.
# hwclock --systohc --localtime

Se você tem (ou pensando em ter) uma configuração dual boot com o Windows:

  • Recomendado: Definir tanto Arch Linux e Windows para usar UTC. Um rápido registro fixo é necessário. Além disso, certifique-se de impedir o Windows de sincronizar o tempo on-line, porque o relógio de hardware será o padrão de volta para o localtime. Se você quiser tal funcionalidade (NTP sync), você deve usar ntpd em sua instalação do Arch Linux em seu lugar.
  • Não recomendado: Defina o Arch Linux para o localtime e desativar todos os serviços relacionados com o tempo, como ntpd.service. Isso vai deixar o Windows cuidar das correções do relógio do hardware e você precisa se lembrar de inicializar o Windows, pelo menos, duas vezes por ano (na Primavera e no Outono) quando DST retrocede. Então, por favor, não pergunte no fórum por que o relógio é de uma hora atrás ou à frente, se você costuma passar dias ou semanas sem entrar no Windows.

Módulos do Kernel

Dica: Este é apenas um exemplo, você não precisa defini-lo. Todos os módulos necessários são carregados automaticamente pelo udev, assim você raramente vai precisar adicionar algo aqui. Apenas adicionar módulos que você sabe que estão faltando.

Para que os módulos do kernel carregue durante a inicialização, coloque um *.conf no arquivo /etc/modules-load.d/, com um nome baseado no programa que vai usá-lo.

# nano /etc/modules-load.d/virtio-net.conf
# Load 'virtio-net.ko' at boot.

virtio-net

Se houver mais módulos para carregar por *.conf, os nomes dos módulos podem ser separadas por novas linhas. Um bom exemplo são as Guest Additions in VirtualBox.

Linhas vazias e começando com # ou ; são ignorados.

Hostname

Adicione seu hostname em /etc/hostname:

# echo myhostname > /etc/hostname

Configure ao seu gosto (ex. arch). Este é o nome do seu computador. E adicione para /etc/hosts, assim:

Warning: Este formato, incluindo localhost e seu hostname atual, é necessário para a compatibilidade do programa. Erros nessas entradas podem causar mau desempenho da rede e/ou determinados programas podem abrir muito lentamente, ou não funcionar como ao todo.
# nano /etc/hosts
127.0.0.1   myhostname localhost
::1         myhostname localhost
 
#192.168.1.100 myhostname.domain.org myhostname   #Uncomment se você usar um IP estático, remover este comentário.
Nota: 127.0.0.1 e ::1 são os endereços IPv4 e IPv6 de local loopback interface de rede.
Dica: Por conveniência, você pode também usar /etc/hosts apelidos para hosts em sua rede, e/ou na web.
192.168.1.90 media
192.168.1.88 data
O exemplo acima permitirá o acesso a um servidor de mídia e dados em sua rede pelo nome e sem a necessidade de digitar os seus respectivos endereços IP.

Configure a rede

Você precisa configurar a rede novamente, mas desta vez para o seu ambiente recém-instalado. O procedimento e as condições prévias são muito semelhantes ao descrito no início, exceto que vamos torná-lo persistente e executar automaticamente na inicialização.

Nota: Para mais informações detalhadas sobre a configuração de rede, visite Configuring Network e Wireless network configuration.

Rede Cabeada

IP Dinâmico

Se você só usa uma única conexão de rede cabeada, você não precisa de um serviço de gerenciamento de rede e pode simplesmente habilitar o cliente de DHCP dhcpcd já incluído na instalação do sistema. Supondo que após dar o comando

# ip addr

o sistema informou que sua placa de rede cabeada é enp2s0, o comando para habilitar o cliente dhcpcd associado a ela será:

# systemctl enable dhcpcd@enp2s0.service

Alternativamente, você pode usar netcfgAUR's net-auto-wired, que normalmente lida com conexões dinâmicas para novas redes:

# yaourt -S netcfg ifplugd
# cd /etc/network.d
# ln -s examples/ethernet-dhcp .
# systemctl enable net-auto-wired.service
IP Estático

Instale netcfgAUR e ifplugd, que são necessários para o net-auto-wired:

# pacman -S netcfg ifplugd

Copie uma amostra do perfil /etc/network.d/examples para /etc/network.d:

# cd /etc/network.d
# cp examples/ethernet-static .

Edite o perfil, conforme necessário:

# nano ethernet-static

Habilite o serviço net-auto-wired:

# systemctl enable net-auto-wired.service

Rede sem fio (Wireless)

Você vai precisar instalar outros programas para configurar e gerenciar perfis de rede sem fio, tais como netcf.

NetworkManager e Wicd que são outras alternativas populares.

  • Instale os pacotes necessários:
# pacman -S wireless_tools wpa_supplicant wpa_actiond netcf dialog

Se o seu adaptador sem fio requer um firmware (como descrito acima na seção Establish an internet connection e também here), instale o pacote que contém o seu firmware. por exemplo:

# pacman -S zd1211-firmware
  • Conecte à rede com wifi-menu (opcionalmente verificar o nome da interface com ip link, mas geralmente é wlpXsX) (onde "X" corresponde a um número), que irá gerar um arquivo de perfil em /etc/netctl/ nomeado após o SSID. Há também modelos disponíveis no /etc/netctl/examples/ para configuração manual.
# wifi-menu
  • Habilite o serviço netctl-auto, que vai ligar a redes conhecidas e normalmente lidar com roaming e desconectadas:
# systemctl enable netctl-auto@<interface>.service
  • Certifique-se de que a interface sem fio está correta (geralmente wlpXsX) (onde "X" corresponde a um número).

Configurar o pacman

Pacman é o gerenciador de pacotes do Arch Linux. Seu nome vem de package manager. É altamente recomendável estudar e aprender a usá-lo. Leia man pacman, deem uma olhada no artigo pacman, ou veja o artigo Pacman Rosetta para uma comparação com outros gerenciadores de pacotes populares.

Para seleções de repositório e opções pacman, edite pacman.conf:

Nota: Ao escolher um repositório, certifique-se de descomentar tanto as linhas de cabeçalho [repo_name], bem como as linhas Include. Não fazer isso resultará no repositório escolhido seja omitido! Este é um erro muito comum.
# nano /etc/pacman.conf

A maioria das pessoas vai querer usar [core], [extra] e [community].

Se você instalou o Arch Linux x86_64, é recomendado que você habilite o repositório [multilib], bem (para ser capaz de executar aplicações de 64 bits como de 32 bits):

[multilib]
Include = /etc/pacman.d/mirrorlist

Veja Official repositories para mais informações, incluindo detalhes sobre a finalidade de cada repositório.

Para software indisponível através do pacman (que não esteja nos repositórios oficiais), ver Arch User Repository.

Criar um ambiente ramdisk inicial

Dica: A maioria dos usuários pode pular esse passo e usar os padrões previstos em mkinitcpio.conf. A imagem initramfs (do diretório /boot) já foi gerado com base neste arquivo quando o linux do pacote (the kernel Linux) foi instalado anteriormente com pacstrap.

Aqui você precisa para definir o direito hooks se a raiz é em um drive USB, se você usar o RAID, LVM, ou se /usr está em uma partição separada.

Edite /etc/mkinitcpio.conf como necessário e voltar a gerar a imagem initramfs com:

# mkinitcpio -p linux

Definir a senha de root e adicionar um usuário regular

Definir a senha de root com:

# passwd
Warning: Linux é um sistema operacional multi-usuário. Você não deve executar tarefas diárias usando a conta root. É considerada uma prática muito pobre e pode ser extremamente perigoso. A conta root somente deve ser usada para tarefas administrativas.

Em seguida, adicione uma conta de usuário normal. Para uma forma mais interativa, você pode usar adduser. No entanto, a seguir é a forma não-interativo. O usuário archie é apenas um exemplo.

# useradd -m -g users -s /bin/bash archie
# passwd archie

Se você quiser começar de novo, use userdel. A opção -r irá remover o diretório home do usuário e seu conteúdo, juntamente com as configurações do usuário (as chamadas "dot" arquivos).

# userdel -r archie

Para mais informações, leia Users and groups.

Instalar e configurar o gerenciador de boot

Para Placas-mãe BIOS

Para sistemas BIOS existem três carregadores de boot(bootloaders) - Syslinux, GRUB e LILO. Escolha o bootloader de acordo com sua conveniência. Abaixo será explicado apenas o Syslinux e GRUB.

  • O Syslinux é(atualmente) limitado a carregar apenas arquivos na partição de onde foi instalado. Seu arquivo de configuração é considerado de mais fácil compreensão. Um exemplo pode ser encontrado aqui.
  • O GRUB é mais rico em recursos e suporta cenários mais complexos. Seu arquivo de configuração é mais parecido ao de uma linguagem de script, o que pode ser mais difícil para iniciantes gerenciarem manualmente. É recomendado a geração automática de um.
Syslinux

Instale o pacote syslinux e utilize o script syslinux-install_update para instalar os arquivos (-i), marcar a partição ativa atribuindo a flag (-a), e instalar o código de boot na MBR (-m):

Nota: Se você particionou o disco como GPT, instale o pacote gptfdisk, através do comando (pacman -S gptfdisk), pois este contem o software sgdisk, que será utilizado especificamente para atribuir a bootável específica da GPT.
# pacman -S syslinux
# syslinux-install_update -iam

Configure o arquivo {{ic|syslinux.cfg} para apontar pra partição raíz correta. Este passo é vital. Se apontado para a partição errada, o Arch Linux não irá inicializar. Altere a entrada /dev/sda3 para refletir a configuração específica de sua partição raíz. (se você particionou seu disco como o explicado no exemplo, sua partição raíz é o sda1). Faça o mesmo para a entrada "fallback".


# nano /boot/syslinux/syslinux.cfg
...
LABEL arch
        ...
        APPEND root=/dev/sda3 ro
        ...

Para maiores informações, veja Syslinux.

GRUB
Nota: Para dispositivos particionados no formato GPT, em placas-mãe BIOS, o GRUB necessitará de uma "Partição BIOS de boot" de 2 MiB.
Nota: Por favor não utilize a nomenclatura /dev/sdaX no comando abaixo. Você deve utilizar /dev/sdb se o Arch estiver instalado lá e se foi configurado na BIOS para que este seja o primeiro dispositivo na ordem de inicialização.
# pacman -S grub
# grub-install --target=i386-pc --recheck /dev/sda
# cp /usr/share/locale/en\@quot/LC_MESSAGES/grub.mo /boot/grub/locale/en.mo

Mesmo não havendo problemas na utilização de um grub.cfg gerado manualmente, é recomendado que iniciantes gerem tal arquivo automaticamente:

Dica: Para a busca automática de outros sistemas operacionais em seu computador, instale o pacote os-prober (pacman -S os-prober)antes de rodar o próximo comando.
# grub-mkconfig -o /boot/grub/grub.cfg

Para maiores informações sobre a configuração do GRUB, veja GRUB.

Placas-mãe UEFI

Para inicialização UEFI, o dispositivo precisa estar particionado no formato GPT, e uma partição de sistema UEFI(512MiB ou maior, FAT32, tipoEF00) precisa estar presente a montada em /boot/efi. Se você seguiu este guia desde o início, todos estes passos foram executados.

Mesmo existindo outros UEFI bootloaders disponíveis, usar o EFISTUB é o recomendado. Abaixo há instruções para a configuração do EFISTUB com GRUB.

Nota: Syslinux ainda não suporte UEFI.
EFISTUB

O Kernel Linux pode atuar como seu próprio bootloader usando o EFISTUP. Este é o método de boot recomendado pelos desenvolvedores, e mais simples se comparado com o grub-efi-x86_64. Os passos abaixo configuram o rEFInd(um fork do rEFIt) para prover um menu para kernels EFISTUB, assim como executar outros gerenciadores de inicialização UEFI. Você também pode utilizar o gummiboot(não testado) ao invés do rEFInd. Ambos detecam gerenciadores de inicialização Windows UEFI em caso de dual-boot.

1. Inicie no modo UEFI e carregue o módulo do kernel efivars antes de efetuar o chroot:

# modprobe efivars      # antes do chroot

2. Monte a partição UEFISYS em /mnt/boot/efi, execute o chroot e copie os arquivos de kernel e initramfs para /boot/efi.

3. Cada vez que o kernel e o initramfs forem atualizados em /boot, precisam ser replicados para /boot/efi/EFI/arch. Este processo pode ser automatizado utilizando o systemd ou usando o incron (para instalações sem o systemd).

4. Instale os seguintes pacotes

# pacman -S refind-efi-x86_64 efibootmgr

5. Instale o rEFInd na partição UEFISYS (resumido de UEFI Bootloaders#Using rEFInd):

# mkdir -p /boot/efi/EFI/arch/refind
# cp /usr/lib/refind/refindx64.efi /boot/efi/EFI/arch/refind/refindx64.efi
# cp /usr/lib/refind/config/refind.conf /boot/efi/EFI/arch/refind/refind.conf
# cp -r /usr/share/refind/icons /boot/efi/EFI/arch/refind/icons

6. Crie um arquivo refind_linux.conf com os parametros de kernel que serão utilizados pelo rEFInd:

# nano /boot/efi/EFI/arch/refind_linux.conf
"Boot to X"          "root=/dev/sdaX ro rootfstype=ext4 systemd.unit=graphical.target"
"Boot to console"    "root=/dev/sdaX ro rootfstype=ext4 systemd.unit=multi-user.target"

7. Adicione o rEFInd ao menu de inicialização UEFI usando efibootmgr.

Warning: Utilizar o efibootmgr em Macs da Apple pode "bricar" a firmware e um novo processo de Flash da ROM da placa-mãe pode ser necessário. Para Macs, utilize o mactel-bootAUR, ou "bless" do próprio Mac OS X.
# efibootmgr -c -g -d /dev/sdX -p Y -w -L "Arch Linux (rEFInd)" -l '\\EFI\\arch\\refind\\refindx64.efi'
Nota: No comando acima o X e o Y denotam o dispositivo e a partição UEFISYS. Por exemplo, em /dev/sdc5, X é "c" e Y é "5".

8. (Opcional) Como um fallback, no caso do efibootmgr criar uma entrada de inicialização que não funcione, copie o refindx64.efi para o /boot/efi/EFI/boot/bootx64.efi como mostrado abaixo:

# cp -r /boot/efi/EFI/arch/refind/* /boot/efi/EFI/boot/
# mv /boot/efi/EFI/boot/refindx64.efi /boot/efi/EFI/boot/bootx64.efi
GRUB
Nota: Caso você possua um sistema EFI 32-bit, como os Macs de antes de 2008, instale o grub-efi-i386 e use o --target=i386-efi.
# pacman -S grub-efi-x86_64 efibootmgr
# grub-install --target=x86_64-efi --efi-directory=/boot/efi --bootloader-id=arch_grub --recheck
# cp /usr/share/locale/en\@quot/LC_MESSAGES/grub.mo /boot/grub/locale/en.mo

Rode o próximo comando para criar a entrada do GRUB no menu da UEFI Veja efibootmgr para maiores informações.

# efibootmgr -c -g -d /dev/sdX -p Y -w -L "Arch Linux (GRUB)" -l '\\EFI\\arch_grub\\grubx64.efi'

Mesmo não havendo problemas na utilização de um grub.cfg gerado manualmente, é recomendado que iniciantes gerem tal arquivo automaticamente:

Dica: Para a busca automática de outros sistemas operacionais em seu computador, instale o pacote os-prober (pacman -S os-prober)antes de rodar o próximo comando.
# grub-mkconfig -o /boot/grub/grub.cfg

Para maiores informações sobre a configuração do GRUB, veja GRUB.

Atualizar o sistema

Warning: Atualizações de sistema devem se efetuadas com cuidado. É muito importante ler e compreender o descrito aqui antes de executar qualquer procedimento.

Frequentemente, os desenvolvedores disponibilizarão informações importantes para configurações e modificações pertinentes a erros conhecidos. Do usuário Arch Linux é esperado que consulte estes lugares antes de efetuar um upgrade:

  • Arch news. Se você efetuou um upgrade antes de ler aqui, verifique as notícias antes de postar uma questão no fórum!

Sincronize, atualize o banco de dados de pacotes e atualize o sistema com:

# pacman -Syu

Sinônimo de:

# pacman --sync --refresh --sysupgrade

Se você for perguntado para atualizar o próprio pacman em algum momento, responda pressionando Y, e então execute uma segunda vez um pacman -Syu assim que terminar.

Nota: Ocasionalmente, arquivos de configuração podem ser alterados necessitando uma acão de confirmação do usuário; leia a saida do pacman e qualquer informação pertinente. Leia este artigo para maiores detalhes.

Lembre-se que o Arch é uma distribuição rolling release. Isto significa que o usuário não precisa reinstalar ou executar rebuilds elaboradas do sistema para atualizá-lo para uma nova versão. Executando um pacman -Syu periodicamente (lembrando do aviso acima) é o suficiente para mantes o sistema inteiro atualizado "bleeding edge". No final desta atualização, o sistema estará completamente -current.

Veja Pacman e gerenciamento de pacotes para respostas sobre atualização e gerenciamento de pacotes.

Desmontar as partições e reiniciar

Saia do ambiente de chroot:

# exit

Como as partições estão montadas em /mnt, utilize o seguinte comando para desmontá-las:

# umount /mnt/{boot,home,}

Reinicie através do seguinte comando:

# reboot
Dica: Certifique-se de remover a mídia de instalação, para evitar que ela seja executada depois de reiniciar.
Beginners' guide

Prefácio >> Preparar a Instalação >> Instalar o sistema base >> Extras