Network configuration (Português)

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Status de tradução: Esse artigo é uma tradução de Network configuration. Data da última tradução: 2018-09-21. Você pode ajudar a sincronizar a tradução, se houver alterações na versão em inglês.

Esse artigo explica como configurar uma conexão de rede.

Verificar a conexão

Para solucionar problemas de uma conexão de rede, siga as seguintes condições e assegure-se de atendê-las:

  1. Suas interfaces de rede estão listadas e habilitadas.
  2. Você está conectado à rede. O cabo está conectado ou você está conectado com a rede sem fio.
  3. Sua interface de rede tem um endereço IP.
  4. Sua tabela de roteamento está configurada corretamente.
  5. Você pode pingar um endereço IP local (por exemplo, seu gateway padrão).
  6. Você pode pingar um endereço IP público (por exemplo, 8.8.8.8); se não puder, pode estar relacionado ao seu gateway padrão ou ao seu provedor de serviços de Internet.
  7. Verifique se você consegue resolver nomes de domínio (por exemplo, archlinux.org).
Dica: 8.8.8.8 é um endereço estático fácil de lembrar. É o endereço do servidor DNS primário do Google, portanto, pode ser considerado confiável e geralmente não é bloqueado por sistemas de filtragem de conteúdo e proxies.

Ping

ping é usado para testar se você consegue alcançar um host.

$ ping www.example.com
PING www.example.com (93.184.216.34): 56(84) data bytes
64 bytes from 93.184.216.34: icmp_seq=0 ttl=56 time=11.632 ms
64 bytes from 93.184.216.34: icmp_seq=1 ttl=56 time=11.726 ms
64 bytes from 93.184.216.34: icmp_seq=2 ttl=56 time=10.683 ms
...

Para cada resposta que você recebe, o ping imprime uma linha como acima. Para mais informações, consulte o manual ping(8).

Observe que os computadores podem ser configurados para não responder às solicitações de echo ICMP.[1]

Quando você não receber nenhuma resposta, você pode usar um traceroute (traceroute(8) ou tracepath(8)) para diagnosticar ainda mais a rota para o host.

Nota: Se você receber um erro como ping: icmp open socket: Operation not permitted ao executar ping, tente reinstalar o pacote iputils.

Driver de dispositivo

Verificando o estado

O udev deve detectar sua interface de rede (em inglês, network interface controller ou NIC) e carregará automaticamente o módulo de kernel necessário na inicialização. Verifique pela entrada "Ethernet controller" (ou similar) no resultado do comando lspci -v. Este comando dirá qual módulo do kernel é necessário para o funcionamento do dispositivo. Por exemplo:

$ lspci -v
02:00.0 Ethernet controller: Attansic Technology Corp. L1 Gigabit Ethernet Adapter (rev b0)
 	...
 	Kernel driver in use: atl1
 	Kernel modules: atl1

Após, veja se o driver foi carregado usando dmesg | grep nome_módulo. Exemplo:

$ dmesg | grep atl1
...
atl1 0000:02:00.0: eth0 link is up 100 Mbps full duplex

Pule para a próxima sessão caso o driver tenha sido carregado com sucesso. Caso contrário, você precisará descobrir qual é o módulo necessário para o seu modelo de interface de rede em específico.

Carregando o módulo

Pesquise na internet pelo modelo/driver para o seu chipset. Algumas módulos comuns são 8139too para as placas com um chipset da Realtek, ou sis900 para placas com um chipset da SiS. Assim que descobrir qual módulo deve usar, tente carregar o módulo manualmente. Caso você esbarre com algum erro dizendo que o módulo não foi encontrado, é possível que o driver não foi incluído no kernel do Arch Linux. Tente procurar no AUR pelo nome do módulo.

Caso o udev não detecte ou não carregue o módulo de forma apropriada e automaticamente durante o boot, veja Kernel modules#Automatic module handling.

Gerenciamento de rede

Para configurar uma conexão de rede, siga as etapas abaixo:

  1. Certifique-se que sua interface de rede está listada e habilitada.
  2. Conecte à rede. Conecte o cabo de rede ou conecte à rede sem fio.
  3. Configure sua conexão de rede:

Arch Linux tornou obsoleto o ifconfig em favor do iproute2 (parte do base). iproute2 fornece a interface de linha de comando ip(8), usada para gerenciar to interfaces de rede, endereços IP e a tabela de roteamento. Esteja ciente que a configuração feita usando ip será perdida após a reinicialização. Para uma configuração persistente, você pode usar um gerenciador de rede ou automatizar comandos ip usando scripts e units de systemd. Note também que os comandos ip geralmente podem ser abreviados, mas por melhor entendimento eles foram escritos na versão longa neste artigo.

Nota: A imagem de instalação habilita dhcpcd (dhcpcd@interface.service) para dispositivos de rede cabeados na inicialização.

Interfaces de rede

Por padrão, o udev atribui nomes para suas interfaces de rede usando Predictable Network Interface Names, que prefixam nomes de interfaces com en (cabeada/Ethernet), wl (sem fio/wireless/WLAN) ou ww (WWAN).

Dica: Para alterar os nomes de dispositivos, veja #Alterando o nome da interface e #Revertendo para nomes tradicionais de interfaces.

Listando interfaces de rede

Ambos nomes de interfaces com e sem fio podem ser descobertos por meio de ls /sys/class/net ou ip link. Note que lo é o dispositivo loop ou de laço e não é usado para fazer conexões de rede.

Nomes de dispositivos sem fio também podem ser obtidos usando iw dev. Veja também Configuração de rede sem fio#Obter o nome da interface.

Se sua interface de rede não estiver listada, certifique-se que seu driver de dispositivo foi carregado com sucesso.

Habilitando e desabilitando interfaces de rede

Interfaces de rede podem ser habilitadas/desabilitadas usando ip link set interface up|down. Veja ip-link(8).

Para verificar o status da interface eth0:

$ ip link show dev eth0
2: eth0: <BROADCAST,MULTICAST,UP,LOWER_UP> mtu 1500 qdisc pfifo_fast master br0 state DOWN mode DEFAULT qlen 1000
...

O UP em <BROADCAST,MULTICAST,UP,LOWER_UP> é o que indica a interface está ativa, e não o state DOWN posterior.

Nota: Se sua rota padrão é por meio da interface eth0, desabilitá-la também vai remover a rota e reativá-la não vai restabelecer automaticamente a rota padrão. Veja #Tabela de roteamento para restabelecê-la.

Endereço IP estático

Um endereço IP estático pode ser configurado com a maioria dos gerenciadores de rede padrão e também dhcpcd.

Para configurar manualmente um endereço IP estático, adicione um endereço IP como descrito em #Endereços IP, configure sua tabela de roteamento e configure seus servidores DNS.

Endereços IP

Endereços IP são gerenciados usando ip-address(8).

Liste endereços IP:

$ ip address show

Adicione um endereço IP a uma interface:

# ip address add endereço/tam_prefixo broadcast + dev interface
Note que:
Nota: Certifique-se que endereços IP atribuídos manualmente não conflitem com os atribuídos por DHCP. Veja esse tópico do fórum.

Exclui um endereço IP de uma interface:

$ ip address del endereço/tam_prefixo dev interface

Exclui todos os endereços correspondendo a um critério, por exemplo, de uma interface específica:

$ ip address flush dev interface
Dica: Endereços IP podem ser calculados com ipcalc (ipcalc).

Tabela de roteamento

A tabela de roteamento é usada para determinar se você pode alcançar um endereço IP diretamente ou qual gateway (roteador) você deve usar. Se nenhuma rota corresponde ao endereço IP, o gateway padrão é usado.

A tabela de roteamento é gerenciada usando ip-route(8).

PREFIXO é uma notação CIDR ou default para o gateway padrão.

Lista rotas:

$ ip route show

Adiciona uma rota:

# ip route add PREFIXO via endereço dev interface

Exclui uma rota:

# ip route del PREFIXO via endereço dev interface

DHCP

Um servidor Dynamic Host Configuration Protocol (DHCP) fornece aos clientes um endereço IP dinâmico, a máscara de sub-rede, o endereço IP do gateway padrão e, opcionalmente, também servidores de nome DNS.

Nota: Você não deve executar dois clientes DHCP simultaneamente.

Para usar DHCP, você precisa de um servidor DHCP em sua rede e um cliente DHCP:

Cliente Pacote Archiso Nota Units de systemd
dhcpcd dhcpcd Sim DHCP, DHCPv6, ZeroConf, IP estático dhcpcd.service, dhcpcd@interface.service
ISC dhclient dhclient Sim DHCP, BOOTP, IP estático dhclient@interface.service

Note que em vez de usar diretamente um cliente DHCP, você também pode usar um gerenciador de rede.

Dica: Você pode verificar se um servidor DHCP estiver funcionando com dhcping.

Gerenciadores de rede

Um gerenciador de rede permite que você gerencie configurações de conexão de rede nos chamados peris de rede para facilitar a troca de redes.

Nota: Existem muitas soluções para escolher, mas lembre-se de que todas elas são mutuamente exclusivas; você não deve executar dois daemons simultaneamente.
Gerenciador
de rede
GUI Archiso [2] Ferramentas CLI Suporte a PPP (ex., Modem 3G) Cliente DHCP Units de systemd
ConnMan 8 não oficiais Não connmanctl(1) Sim interno connman.service
netctl 2 não oficiais Sim (base) netctl(1), wifi-menu Sim dhcpcd ou dhclient netctl-ifplugd@interface.service, netctl-auto@interface.service
NetworkManager Sim Não nmcli(1), nmtui(1) Sim interno, dhcpcd ou dhclient NetworkManager.service
systemd-networkd Não Sim (base) networkctl(1) Não interno systemd-networkd.service, systemd-resolved.service
Wicd Sim Não wicd-cli(8), wicd-curses(8) Não dhcpcd wicd.service

Há também o Wifi Radar, um aplicativo GUI que gerencia redes Wifi por meio do wireless_tools, porém ele não gerencia conexões cabeadas.

Veja também List of applications#Network managers.

Configurando um hostname

Um hostname, ou "nome de máquina", é um nome único criado para identificar uma máquina em uma rede, configurada em /etc/hostname — veja hostname(5) e hostname(7) para detalhes. O arquivo pode conter o nome de domínio do sistema, se houver. Para configurar o hostname, edite /etc/hostname para incluir uma única linha com meuhostname:

/etc/hostname
meuhostname
Dica: Para um conselho quanto ao hostname, veja RFC 1178.

Alternativamente, usando hostnamectl(1):

# hostnamectl set-hostname meuhostname

Para definir temporariamente o hostname (até reiniciar), use hostname(1) do inetutils:

# hostname meuhostname

Para configurar um hostname "bonito" e outros metadados de máquina, veja machine-info(5).

Resolução de hostname local

O módulo Name Service Switch (NSS) myhostname do systemd fornece resolução de hostname local sem ter que editar /etc/hosts (hosts(5)). Ele está habilitado por padrão.

Alguns clientes, porém, podem depender de /etc/hosts, veja [3] [4] por exemplos.

Para configurar o arquivo hosts, adicione a seguinte linha ao /etc/hosts:

127.0.1.1	meuhostname.dominiolocal	meuhostname
Nota: A ordem de hostnames/aliases que seguem o endereço IP no /etc/hosts é relevante. A primeira string é considerada o hostname canônico e pode ser adicionada a domínios pais, sendo os componentes de domínio separados por um ponto (p. ex., .dominiolocal acima). Todas as strings a seguir na mesma linha são considerados aliases. Veja hosts(5) para mais informações.

Como um resultado, o sistema resolve ambas entradas:

$ getent hosts
127.0.0.1       localhost
127.0.1.1       meuhostname.dominiolocal meuhostname

Para um sistema com um endereço IP permanente, esse endereço IP permanente deve ser usado em vez de 127.0.1.1.

Resolução de hostname de rede local

Para tornar sua máquina acessível em sua LAN por seu hostname, você pode:

  • editar o arquivo /etc/hosts para todo dispositivio em sua LAN, veja hosts(5)
  • configurar um servidor DNS para resolver seu hostname e faça com que os dispositivos LAN o usem (ex., por #DHCP)
  • ou a forma fácil: use um serviço Zero-configuration networking:
    • Samba fornece resolução de nomes via NetBIOS da Microsoft. Ele precisa da instalação do samba e habilitação do serviço nmb.service. Computadores usando Windows, macOS ou Linux com nmb ativo, serão capazes de localizar sua máquina.
    • Avahi fornece resolução de nomes via zeroconf, também conhecido como Avahi ou Bonjour. É necessário uma configuração um pouco mais complexa que o Samba: veja Avahi#Hostname resolution para detalhes details. Computadores usando macOS, ou Linux com um daemon Avahi ativo, serão capazes de localizar sua máquina. Windows não têm um cliente ou daemon Avahi incorporados.

Dicas e truques

Alterando o nome da interface

Nota: Ao alterar o esquema de nomes de interface, não se esqueça de atualizar todos os arquivos de configuração relacionados a rede e arquivos personalizados de unit de systemd para refletir a alteração.

Você pode alterar o nome de um dispositivo definindo o nome em uma regra de udev. Exemplo:

/etc/udev/rules.d/10-network.rules
SUBSYSTEM=="net", ACTION=="add", ATTR{address}=="aa:bb:cc:dd:ee:ff", NAME="net1"
SUBSYSTEM=="net", ACTION=="add", ATTR{address}=="ff:ee:dd:cc:bb:aa", NAME="net0"

Essas regras serão aplicadas automaticamente na inicialização.

Alguns detalhes devem ser ressaltados:

  • Para obter o endereço MAC de cada placa de rede, utilize o comando: cat /sys/class/net/nome_dispositivo/address
  • Certifique-se de usar valores hexadecimais minúsculos em suas regras de udev. Ele não gosta de letras maiúsculas.

Se a placa de rede possui um MAC dinâmico, você pode usar DEVPATH, por exemplo:

/etc/udev/rules.d/10-network.rules
SUBSYSTEM=="net", DEVPATH=="/devices/platform/wemac.*", NAME="int"
SUBSYSTEM=="net", DEVPATH=="/devices/pci*/*1c.0/*/net/*", NAME="en"

O caminho do dispositivo deve corresponder ao nome do dispositivo novo e antigo, uma vez que a regra pode ser executada mais de uma vez na inicialização. Por exemplo, na segunda regra, "/devices/pci*/*1c.0/*/net/enp*" seria errado, uma vez que irá parar de corresponder depois que o nome for alterado para en. Somente a regra padrão do sistema será chamada na segunda vez, fazendo com que o nome seja alterado de volta para, por exemplo, enp1s0.

Para testar suas regras, elas podem ser acionadas diretamente do espaço de usuário, por exemplo, com udevadm --debug test /sys/CAMINHO_DISPOSITIVO. Lembre-se de primeiro retirar a interface que você está tentando renomear (ex. ip link set enp1s0 down).

Nota: Ao escolher os nomes estáticos deve-se evitar o uso de nomes no formato de "ethX" e "wlanX", pois eles podem levar a codiçẽos de corrida entre o kernel e udev durante a inicialização. Em vez disso, é melhor usar nomes de interface que não são usados pelo kernel como padrão, ex.: net0, net1, wifi0, wifi1. Para detalhes adicionais, por favor veja a documentação do systemd.

Revertendo para nomes tradicionais de interfaces

Se você preferir manter os nomes de interface tradicionais, como eth0, Predictable Network Interface Names podem ser desabilitados mascarando a regra de rule:

# ln -s /dev/null /etc/udev/rules.d/80-net-setup-link.rules

Alternativamente, adicione net.ifnames=0 aos parâmetros do kernel.

Definindo o MTU do dispositivo e o tamanho da fila

Você pode alterar o MTU do dispositivo e o tamanho da fila ao definir manualmente com uma regra de udev. Por exemplo:

/etc/udev/rules.d/10-network.rules
ACTION=="add", SUBSYSTEM=="net", KERNEL=="wl*", ATTR{mtu}="1500", ATTR{tx_queue_len}="2000"
Nota:
  • mtu: Para PPPoE, o MTU não deve ser maior que 1492. Você também pode definir o MTU via systemd.netdev(5).
  • tx_queue_len: Valores pequenos para dispositivos menores com uma latência maior, como modens e ISDN. Valor alto é recomendado para servidor conectado por meio conexões de Internet de alta velocidade que realiza grandes transferências de dados.

ifplugd for laptops

Dica: dhcpcd fornece o mesmo recurso pronto para uso.

O ifplugd é um daemon que configura automaticamente seu dispositivo Ethernet quando um cabo é conectado e desconfigura automaticamente quando desconectado. É útil para laptops com adaptadores de rede onboards, pois configurará a interface quando um cabo realmente for conectado. Outro uso é quando você deseja reiniciar as configurações de rede mas não deseja reiniciar o computador ou deseja fazer isto via linha de comando.

Por padrão, ele é configurado para funcionar para o dispositivo eth0. Estas e outras configurações como tempo de espera podem ser alterados no arquivo /etc/ifplugd/ifplugd.conf.

Nota: O pacote netctl inclui netctl-ifplugd@.service, do contrário você pode usar ifplugd@.service do pacote ifplugd. Por exemplo, habilite ifplugd@eth0.service.

Bonding e LAG(agregação de LINK)

Veja netctl#Bonding ou Wireless bonding.

Aliasing de endereço IP

IP aliasing é o processo de adicionar mais de um endereço IP para uma interface de rede. Como isso, um nó em uma rede pode ter múltiplas conexões com uma rede, cada uma servindo um propósito diferente. Usos típicos são hospedagem virtual de servidores Web e FTP ou reorganização de servidores sem ter que atualizar qualquer outras máquinas (isso é especialmente útil para servidores de nome).

Exemplo

Para definir manualmente um alias, para algumas interfaces de rede, use iproute2 para executar

# ip addr add 192.168.2.101/24 dev eth0 label eth0:1

Para remover um dado alias, execute

# ip addr del 192.168.2.101/24 dev eth0:1

Os pacotes de rede destinados para uma sub-rede vão usar o alias primário por padrão. Se o IP de destino está dentro de uma sub-rede de um alias secundário, então o IP fonte está definido respectivamente. Considere o caso em que há mais de uma interface de rede, as rotas padrão podem ser listadas com ip route.

Modo promíscuo

Ativar modo promíscuo fará com que uma interface de rede (sem fio) encaminhe todo o tráfego que receber para o sistema operacional para processamento posterior. Isso é contrário ao "modo normal" onde uma interface de rede irá descartar quadros que não pretende receber. É usado com mais frequência para solução de problemas avançados de rede e análise de pacotes (sniffing).

/etc/systemd/system/promiscuous@.service
[Unit]
Description=Set %i interface in promiscuous mode
After=network.target

[Service]
Type=oneshot
ExecStart=/usr/bin/ip link set dev %i promisc on
RemainAfterExit=yes

[Install]
WantedBy=multi-user.target

Se você deseja habilitar o modo promíscuo na interface eth0, execute enable promiscuous@eth0.service.

Investigar soquetes

ss é um utilitário para investigar portas de rede e é parte do pacote iproute2. Ele tem uma funcionalidade similar ao utilitário obsoleto netstat.

Uso comum inclui:

Exibe todos os TCP Sockets com nomes de serviços:

$ ss -at

Exibe todos os TCP Sockets com números de portas:

$ ss -atn

Exibe todos os UDP Sockets:

$ ss -au

Para mais informações, veja ss(8).

Solução de problemas

Trocando computadores no modem a cabo

Alguns ISP por cabo têm o modem a cabo configurado para reconhecer apenas um PC cliente, pelo endereço MAC da sua interface de rede. Uma vez que o modem a cabo aprendeu o endereço MAC do primeiro PC ou equipamento que fala com ele, ele não responderá de outro modo a outro endereço MAC. Assim, se você trocar um PC por outro (ou por um roteador), o novo PC (ou roteador) não funcionará com o modem a cabo, porque o novo PC (ou roteador) possui um endereço MAC diferente do antigo. Para reiniciar o modem a cabo para que reconheça o novo PC, você deve desligar e ligar o modem a cabo. Uma vez que o modem a cabo foi reiniciado e voltou totalmente on-line novamente (as luzes indicadoras foram instaladas), reinicie o PC recém-conectado para que ele faça uma solicitação DHCP ou faça com que ele solicite um novo lease (concessão) DHCP.

Caso este método não funcione, você deverá clonar o endereço MAC do computador original. Veja também MAC address spoofing.

O problema de escala de janela TCP

Os pacotes TCP contêm um valor "janela" em seus cabeçalhos indicando quantos dados o outro host pode enviar em troca. Esse valor é representado com apenas 16 bits, então o tamanho da janela é no máximo 64Kb. Os pacotes TCP são armazenados em cache por um tempo (eles precisam ser reordenados) e, como a memória é (ou costumava ser) limitada, um host poderia ficar sem isso.

Em 1992, à medida que mais e mais memória ficava disponível, RFC 1323 foi escrito para melhorar a situação: escala de janela. O valor "janela", fornecido em todos os pacotes, será modificado por um Fator de Escala definido uma vez, no início da conexão. Esse Fator de Escala de 8 bits permite que a Janela seja até 32 vezes maior do que os 64Kb iniciais.

Parece que alguns roteadores quebrados e firewalls na Internet estão reescrevendo o Fator de Escala para 0, o que causa mal-entendidos entre hosts. O kernel do Linux 2.6.17 introduziu um novo esquema de cálculo gerando maiores fatores de escala, tornando visíveis as consequências dos roteadores quebrados e dos firewalls.

A conexão resultante é no máximo muito lenta ou quebrada.

Como diagnosticar o problema

Antes de mais, vamos deixar claro: esse problema é estranho. Em alguns casos, você não poderá usar conexões TCP (HTTP, FTP, ...) e em outros, você poderá se comunicar com alguns hosts (muito poucos).

Quando você tiver esse problema, a saída do dmesg está normal, os logs estão limpos e ip addr informará o estado como normal... e, na verdade, tudo parece normal.

Se você não pode navegar em nenhum site, mas você pode fazer ping em alguns hosts aleatórios, você tem grande chances de estar enfrentando esse problema: o ping usa o ICMP e não é afetado pelos problemas do TCP.

Você pode tentar usar Wireshark. Você pode ver comunicações UDP e ICMP bem-sucedidas, mas comunicações TCP mal sucedidas (somente para hosts estrangeiros).

Formas de corrigi-lo

Ruim

Para corrigi-lo de forma incorreta, você pode alterar o valor tcp_rmem, no qual o cálculo do Fator de Escala se baseia. Embora ele funcione para a maioria dos hosts, não é garantido, especialmente para os mais distantes.

# echo "4096 87380 174760" > /proc/sys/net/ipv4/tcp_rmem
Bom

Simplesmente desative Escala de Janela. Como a Escala de Janela é um bom recurso TCP, pode ser desconfortável desativá-lo, especialmente se você não conseguir corrigir o roteador quebrado. Há várias maneiras de desativar Escala de Janela, e parece que a maneira mais segura (que funcionará com a maioria dos kernels) é adicionar a seguinte linha a /etc/sysctl.d/99-disable_window_scaling.conf (veja também sysctl:

net.ipv4.tcp_window_scaling = 0
Melhor

Esse problema é causado por roteadores/firewalls quebrados, então vamos mudá-los. Alguns usuários relataram que o roteador quebrado era o próprio roteador DSL.

More about it

Essa seção é baseada nos artigos, em inglês, do LWN Escala de janela e roteadores quebrados e do Kernel Trap Escala de Janela na Internet.

Há também vários tópicos relevantes no LKML.

Notificação de Congestionamento Explícito

Explicit Congestion Notification (ECN), Notificação de Congestionamento Explícito, pode causar problemas de tráfego com roteadores antigos/ruins [5]. Desde o systemd 239, está habilitado para tráfego de entrada e de saída.

Para habilitar apenas ECN quando requisitado pelas conexões de entrada (padrão do kernel):

# sysctl net.ipv4.tcp_ecn=2

Para desabilitar ECN completamente:

# sysctl net.ipv4.tcp_ecn=0

Veja também a documentação do kernel.

Realtek sem link / Problema com WOL

Os usuários com o Realtek 8168 8169 8101 8111(C) baseados em NIC (placas e on-board) podem notar um problema onde a NIC parece estar desativada na inicialização e não tem nenhuma luz no Link. Isso geralmente pode ser encontrado em um sistema de dual boot, onde o Windows também está instalado. Parece que o uso dos drivers oficiais do Realtek (datado de qualquer coisa após maio de 2007) no Windows é a causa. Esses drivers mais recentes desativam o recurso Wake-On-LAN desabilitando a NIC no tempo de desligamento do Windows, onde ele permanecerá desabilitado até a próxima vez que o Windows for inicializado. Você poderá notar se esse problema está afetando você se a luz do Link estiver desligada até que o Windows seja iniciado; durante o desligamento do Windows, a luz do link será desligada. A operação normal deve ser que a luz do link esteja sempre ativada enquanto o sistema estiver ligado, mesmo durante o POST. Este problema também afetará outros sistemas operacionais sem drivers mais recentes (por exemplo, Live CDs). Aqui estão algumas correções para este problema.

Habilitando a NIC diretamente no Linux

Siga #Habilitando e desabilitando interfaces de rede para habilitar a interface.

Revertendo/alterando driver do Windows

Você pode reverter o driver de NIC do Windows para o fornecido pela Microsoft (se disponível), ou reverter/instalar um driver Realtek oficial pré-datado de maio de 2007 (pode estar no CD que acompanhou o hardware).

Habilitando WOL no driver do Windows

Provavelmente a melhor e mais correção é mudar essa configuração no driver do Windows. Desta forma, ele deve ser corrigido em todo o sistema e não apenas em Arch (ex.:, Live CDs, outros sistemas operacionais). No Windows, no Gerenciamento de dispositivos, encontre seu adaptador de rede Realtek e clique duas vezes nele. Na guia "Avançado", altere "Wake-on-LAN após o desligamento" para "Ativar".

No Windows XP (exemplo):

 Realize duple clique no meu computador e escolha "Propriedades"
 --> Aba "Hardware"
  --> Gerenciamento de dispositivo
    --> Adaptadores de rede
      --> "duplo clique" Realtek ...
        --> Aba "Avançada"
          --> Wake-On-Lan após o desligamento
            --> Habilitar
Nota: Novos drivers Windows do Realtek (testados com Realtek 8111/8169 LAN Driver v5.708.1030.2008, datado de 2009/01/22, disponível da GIGABYTE) podem se referir a esta opção de forma ligeiramente diferente, como Desligar Wake-On-LAN > Ativar. Parece que mudar para Desativar não tem efeito (você notará que a luz do link ainda está desligada no desligamento do Windows). Uma solução de contorno ruim é inicializar no Windows e apenas reiniciar o sistema (executar um reinício/desligamento desagradável), portanto, não dar ao driver do Windows a chance de desabilitar a LAN. A luz de link permanecerá ativada e o adaptador de LAN permanecerá acessível após o POST - isto é, até reiniciar o Windows e desligá-lo corretamente novamente.

Driver Realtek mais novo para Linux

Qualquer driver mais recente para estas placas Realtek pode ser encontrado para o Linux no site da Realtek (não testado, mas acredita que também resolve o problema).

Ativando LAN Boot ROM na BIOS/CMOS

Parece que a configuração Periféricos integrados > Onboard LAN Boot ROM > Ativado na BIOS/CMOS reativa o chip de LAN da Realtek na inicialização do sistema, apesar do driver do Windows desabilitando no desligamento do sistema operacional.

Nota: Isso foi testado várias vezes em uma placa-mãe GIGABYTE GA-G31M-ES2L, BIOS versão F8 lançada em 2009/02/05.

No interface with Atheros chipsets

Os usuários de alguns chips de Ethernet da Atheros estão relatando que não funciona pronto para uso (com mídia de instalação de fevereiro de 2014). A solução de trabalho para isso é instalar backports-patchedAUR.

Broadcom BCM57780

Este chipset Broadcom às vezes não se comporta bem, a menos que você especifique a ordem dos módulos a serem carregados. Os módulos são broadcom e tg3, o primeiro que precisa ser carregado primeiro.

Essas etapas devem ajudar se o seu computador tiver esse chipset:

  • Localize sua NIC na saída do lspci:
$ lspci | grep Ethernet
02:00.0 Ethernet controller: Broadcom Corporation NetLink BCM57780 Gigabit Ethernet PCIe (rev 01)
  • Se sua rede com fio não estiver funcionando de alguma maneira, desconecte seu cabo e, em seguida, faça o seguinte:
# modprobe -r tg3
# modprobe broadcom
# modprobe tg3
  • Conecte seu cabo de rede de volta e verifique se o módulo foi carregado com sucesso com:
$ dmesg | greg tg3
  • Se esse procedimento resolveu o problema, você pode torná-lo permanente adicionando broadcom e tg3 (nesta ordem) para o vetor MODULES:
/etc/mkinitcpio.conf
MODULES=(.. broadcom tg3 ..)
softdep tg3 pre: broadcom
Nota: Esses métodos podem funcionar para outros chipsets, tal como BCM57760.

Realtek RTL8111/8168B

# lspci | grep Ethernet
03:00.0 Ethernet controller: Realtek Semiconductor Co., Ltd. RTL8111/8168B PCI Express Gigabit Ethernet controller (rev 02)

O adaptador deve ser reconhecido pelo módulo r8169. No entanto, com algumas revisões de chips, a conexão pode cair e voltar o tempo todo. A alternativa r8168 deve ser usada para uma conexão confiável neste caso. Lista negra r8169, se r8168 não for carregado automaticamente pelo udev, veja Kernel modules#Automatic module handling.

Outra falha nos drivers para algumas revisões deste adaptador é um suporte fraco de IPv6. IPv6#Disable functionality pode ser útil se você encontrar problemas como pendurar páginas da web e velocidades lentas.

Placa-mãe Gigabyte com Realtek 8111/8168/8411

Com placas-mãe como o Gigabyte GA-990FXA-UD3, inicializar com IOMMU desligado (o que pode ser o padrão) fará com que a interface de rede não seja confiável, muitas vezes não conseguindo se conectar, ou até conectar mas não permitindo a transferência. Isso se aplicará à NIC on-board e para qualquer outra NIC pci na máquina porque a configuração IOMMU afeta toda a interface de rede na placa. Habilitar o IOMMU e inicializar com a mídia de instalação lançará as falhas da página AMD I-10/xhci por um segundo, mas depois inicializará normalmente, resultando em uma NIC onboard totalmente funcional (mesmo com o módulo r8169).

Ao configurar o processo de inicialização para sua instalação, adicione iommu=soft como um parâmetro de kernel para eliminar as mensagens de erro na inicialização e restaurar a funcionalidade USB3.0.

Veja também