dm-crypt (Português)/Specialties (Português)

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Notas: Esta página está sendo traduzida. (Discuta em Talk:Dm-crypt (Português)/Specialties (Português)#)

Protegendo a partição de boot não criptografada

A partição /boot e o Master Boot Record são duas áreas do disco que não são criptografadas até mesmo com a raiz criptografada. Estes não podem ser usualmente criptografados porquê o gerenciador de boot e BIOS (respectivamente) não são capazes de abrir o container do dm-crypt para continuar o processo de inicialização. Uma exceção é o GRUB, que tem a funcionalidade de abrir a partição /boot criptografada - veja dm-crypt/Criptografando todo um sistema#Partição de boot criptografada (GRUB).

Esta seção descreve passos que podem ser feitos para fazer o processo de inicialização mais seguro.

Atenção: Note que proteger a partição /boot e MBR pode mitigar numerosos ataques que ocorrem no processo de inicialização, mas sistemas configurados desta maneira ainda podem estar vuneráveis a adulteração da BIOS/UEFI/firmware, keyloggers de hardware, ataques cold boot, e outras ameaças que estão fora do escopo deste artigo. Para uma visão geral da confiabilidade do sistema e como estes são relacionados a encriptação total de sistema, veja [1].

Inicializando de um dispositivo removível

Atenção: O gerador do systemd versão 230 para o cryptsetup emite RequiresMountsFor para a keyfile. Quando o sistema de arquivos que possui este arquivo é desmontado, o serviço do cryptsetup também para. Este comportamento está correto porquê o sistema de arquivos e a chave criptografada são necessários somente quando o container criptografado é inicialmente aberto. Veja a systemd issue 3816.

Usar um dispositivo separado para inicializar um sistema é um procedimento bastante simples, e oferece uma significante melhora na segunraça contra alguns tipos de ataques. Duas partes vulneráveis de um sistema com raiz criptografada são:

Estas devem ser guardadas em forma não criptografada para o sistema inicializar. Para protegê-las de adulteração, é recomendado usar uma unidade de armazenamento removível, como um pendrive, e inicializar por meio desta ao invês do disco interno. Enquanto você cuidar e guardar consigo a unidade de armazenamento removível, vai ter certeza que esta não foi adulterada, fazendo a autentificação muito mais segura quando abrir seu sistema.

É assumido que você já configurou seu sistema e tem um partição dedicada montada em /boot. Se não, siga os passos em dm-crypt/Configuração do sistema#Gerenciador de boot, substituindo a sua unidade de armazenamento por uma removível.

Nota: Você deve ter certeza que seu sistema suporta a inicialização por uma unidade de armazenamento removível, seja esta um pendrive, HD externo, cartão SD, ou qualquer outra coisa.

Prepare a unidade de armazenamento removível (/dev/sdx).

# gdisk /dev/sdx # formate se necessário. Pode usar também cgdisk, fdisk, cfdisk, gparted...
# mkfs.ext2 /dev/sdx1
# mount /dev/sdx1 /mnt

Copie o que tiver no /boot para o novo.

# cp -ai /boot/* /mnt/

Monte a nova partição. Não se esqueça de atualizar o fstab de acordo.

# umount /boot
# umount /mnt
# mount /dev/sdx1 /boot
# genfstab -p -U / > /etc/fstab

Atualize o GRUB. grub-mkconfig deve detectar o novo UUID da partição automaticamente, mas entradas do menu customizadas precisam ser atualizadas manualmente.

# grub-mkconfig -o /boot/grub/grub.cfg
# grub-install /dev/sdx # instale para a unidade de armazenamento removível, não a unidade de armazenamento interna.

Reinicie e teste a nova configuração. Se lembre de definir a entrada do dispositivo de boot de acordo com sua BIOS ou UEFI. Se o sistema falhar na inicialização, você deve ainda conseguir inicializar pelo disco rígido e então corrigir o problema.

chkboot

Atenção: chkboot faz a partição /boot tamper-evident (adulterações evidentes), não tamper-proof (a prova de adulteração). Quando o script chkboot é executado, você já digitou a sua senha em um potencialmente compromissado gerenciador de boot, kernel ou initrd. Se seu sistema falhar o teste de integridade chkboot, nenhuma assunção pode ser feita sobre a segurança dos seus dados.

Fazendo referência ao artigo (em inglês) da ct-magazine (em inglês, issue 3/12, página 146, 01.16.2012, [2]) o seguinte script checa por mudanças do SHA-1 hash, inode, e blocos ocupados no disco dos arquivos no /boot. Também checa o Master Boot Record. O script não pode prevenir certos tipos de ataques, mas o fazem mais difíceis. Nenhuma configuração do script é guardada no /boot não criptografado. Com o sistema criptografado fechado/desligado, não é aparente que uma comparação automática da soma de verificação da partição é feita na inicialização, dificultando para os atacantes. No entanto, um atacante que antecipar estas precauções pode manipular o firmware para rodar seu próprio código em cima do kernel e interceptar acessos ao sistema de arquivos, exemplo para /boot, e apresentar os arquivos intocados. Geralmente, nenhuma medida de segurança abaixo do nível do firmware pode garantir confiança e evidência de adulteração.

O script com instruções de instalação está disponível aqui (Autor: Juergen Schmidt, ju na heisec.de; Licença: GPLv2). Existe também o pacote chkbootAUR para instalar.

Depois da instalação, adicione um arquivo de serviço (o pacote inclui um baseado no seguinte) e habilite-o:

[Unit]
Description=Check that boot is what we want
Requires=basic.target
After=basic.target

[Service]
Type=oneshot
ExecStart=/usr/local/bin/chkboot.sh

[Install]
WantedBy=multi-user.target

Existe uma pequena ressalva para o systemd. No tempo de escrita, o script original provido, chkboot.sh, contém um espaço em branco no começo do #!/bin/bash que deve ser removido para o serviço começar com sucesso.

/usr/local/bin/chkboot_user.sh precisa ser executado depois do login, adicione-o para a inicialização automática (exemplo, em inglês, no KDE -> System Settings -> Startup and Shutdown -> Autostart; GNOME 3: gnome-session-properties).

Com o Arch Linux, mudanças no /boot são frequentes, por exemplo atualizações do kernel. Assim, pode ser útil usar scripts com cada atualização total do sistema. Uma forma de fazer isso é:

#!/bin/bash
#
# Nota: Insira seu <usuário> e execute isto com sudo para pacman e chkboot para funcionar automagicamente
#
echo "Atualização [1] Checagem rápida antes dela" & 
sudo -u <usuário> /usr/local/bin/chkboot_user.sh		# insira seu <usuário> logado
/usr/local/bin/chkboot.sh
sudo -u <usuário> /usr/local/bin/chkboot_user.sh		# insira seu <usuário> logado
echo "Atualização [2] Sincronizando repositórios com o pacman" 
pacman -Syu
/usr/local/bin/chkboot.sh
sudo -u <usuário> /usr/local/bin/chkboot_user.sh		# insira seu <usuário> logado
echo "Atualização [3] Tudo feito, vamos continuar..."

mkinitcpio-chkcryptoboot

Atenção: Este hook não criptografa o código núcleo do GRUB ou EFI stub, nem protege contra situações onde um atacante pode modificar o comportamento do gerenciador de boot para comprometer o kernel e/ou initramfs durante a execução.

mkinitcpio-chkcryptobootAUR é um hook do mkinitcpio que verifica a integridade durante o *** performs integrity checks during early-userspace e recomenda ao usuário não entrar com a senha da partição raiz criptografada se o sistema ter sido aparentemente comprometido. Segurança é conquistada atravês de uma partição de boot criptografada, que é aberta usando o módulo cryptodisk.mod do GRUB, e a partição raiz criptografada tem uma senha diferente da anterior. Desta maneira, o initramfs e o kernel são protegidos contra adulterações offline, e a partição raiz pode permanecer segura até mesmo se a senha da partição /boot seja entrada em uma máquina comprometida (desde que o hook chkcryptoboot detecte modificações, e não seja comprometido durante a execução).

Este hook precisa do grub versão >= 2.00 para funcionar, e uma partição /boot criptografada com LUKS, com sua própria senha para ser segura.

Instalação

Instale o mkinitcpio-chkcryptobootAUR e edite /etc/default/chkcryptoboot.conf. Se você quer detectar se sua partição de boot foi modificada, edite as variáveis CMDLINE_NAME e CMDLINE_VALUE, com valores conhecidos somente por você. Você pode seguir o conselho de usar duas hash como é sugerido depois da instalação. Também, faça as mudanças apropriadas aos parâmetros do kernel em /etc/default/grub. Edite a linha HOOKS= em /etc/mkinitcpio.conf, e insira o hook chkcryptoboot antes do hook encrypt. Quando acabar, gere novamente o initramfs.

Visão geral técnica

mkinitcpio-chkcryptobootAUR consiste de um install e run-time hook para o mkinitcpio. O install hook é executado toda vez que o initramfs é gerado, e faz hash do EFI stub do GRUB ($esp/EFI/grub_uefi/grubx64.efi) (para sistemas UEFI) ou os primeiros 446 bytes do disco que o grub está instalado (para sistemas BIOS), e guarda esta hash dentro do initramfs localizado na partição /boot criptografada. Quando o sistema é inicializado, GRUB pede a senha para a partição /boot, e então o run-time hook executa a mesma operação de hash e compara o hash resultante antes de solicitar a senha para a partição raiz. Se eles não forem iguais, vai ser mostrado um erro como esse:

CHKCRYPTOBOOT ALERT!
CHANGES HAVE BEEN DETECTED IN YOUR BOOT LOADER EFISTUB!
YOU ARE STRONGLY ADVISED NOT TO ENTER YOUR ROOT CONTAINER PASSWORD!
Please type uppercase yes to continue:

Em adição a fazer hash do gerenciador de boot, o hook também verifica os parâmetros do kernel em execução com os configurados em /etc/default/chkcryptoboot.conf. Esta verificação é feita durante e depois do processo de inicialização. Isto permite detectar se a configuração do GRUB foi adulterada durante a execução e depois para verificar se toda a partição /boot foi modificada.

Para sistemas BIOS, o hook cria um hash do primeiro estágio do gerenciador de boot GRUB (instalado nos primeiros 446 bytes do dispositivo de inicialização) para comparar depois no processo de inicialização. O principal segundo estágio core.img não é verificado.

AIDE

Uma alternativa aos scripts acima, é a checagem de hash feita com AIDE que tem um arquivo de configuração muito flexível.

STARK

Enquanto um destes métodos devem servir para a maioria do usuários, eles não resolvem todos os problemas de segurança associados com o /boot não criptografado. Uma abordagem que se esforça para prover uma cadeia de inicialização totalmente autentificada foi publicada como POTTS, uma tese acadêmica de implementação do framework de autentificação STARK.

O proof-of-concept (prova de conceito) POTTS usa Arch Linux como distribuição base e implementa um sistema de inicialização em cadeia com:

  • POTTS - um menu de inicialização com caixa de diálogo para autentificação única por meio de mensagem.
  • TrustedGrub - uma implementação do GRUB Legacy que verifica o kernel e initramfs por meio de registradores PCR do chip TPM.
  • TRESOR - um patch do kernel que implementa AES, mas mantém a chave mestre nos registradores da CPU ao invês da RAM enquanto está em execução.

Como parte da tese, as instruções de instalação baseadas no Arch Linux (ISO de 2013-01) foi publicada. Se você quiser tentar, tenha em mente que estas ferramentas não estão nos repositórios padrão e a solução vai consumir tempo para manter.

Usando keyfiles criptografadas com GPG, LUKS ou OpenSSL

Os seguintes posts (em inglês) do fórum dão instruções para usar autentificação de dois fatores, keyfiles criptografadas com gpg ou openssl, ao invês de uma keyfile de texto puro descrita antes em Criptografia de sistema usando LUKS com chaves criptografadas com GPG:

Note que:

  • Você pode seguir as instruções acima com somente duas partições, uma de boot (necessário devido a criptografia) e uma LVM. Dentro da partição com LVM, você pode ter quantos volumes lógicos quiser/precisar, exemplo, volumes lógicos para a raiz, swap e home. Com isto basta ter somente uma keyfile para abrir os volumes lógicos da LVM criptografada. Se você decidir fazer isso, dentre os hooks presentes no /etc/mkinitcpio.conf deve ter:
    HOOKS=( ... usb usbinput (etwo ou ssldec) encrypt (se está usando openssl) lvm2 resume ... )
    e você deve adicionar
    resume=/dev/<GrupoDeVolumes>/<VolumeLogicoDaSwap>
    para os do parâmetros do kernel.
  • Se você precisa temporariamente guardar a keyfile não criptografada em algum lugar, não a guarde em um disco não criptografado. É mais recomendado guardá-la na RAM, em /dev/shm.
  • Se você quer usar uma keyfile criptografada com GPG, vai precisar usar uma versão 1.4 do GnuPG compilada estaticamente ou editar os hooks e usar este pacote do AUR gnupg1AUR
  • É possível que uma atualização do OpenSSL quebre o ssldec customizado mencionado no segundo post do forum.

Abrir remotamente a partição raiz (ou outra)

Se você deseja ser capaz de reiniciar um sistema criptografado com LUKS remotamente, ou iniciá-lo com um serviço Wake-on-LAN, você vai precisar de uma maneira de entrar a senha para a partição/container raiz na inicialização. Isto é alcançavél ao executar um hook do mkinitcpio que configura uma interface de rede. Alguns pacotes listados abaixo contribuem com vários hooks de compilação do mkinitcpio para facilitar a configuração.

Nota:
  • Usar nomes de dispositivos do kernel para interface de rede (exemplo, eth0) ao invês dos do udev (exemplo, enp1s0), não vai funcionar.
  • Por padrão, nomes de interfaces de rede previsíveis são ativados e mudam nomes de dispositivos do kernel mais tarde durante a inicialização. Use dmesg e olhe o que seu módulo de rede do kernel faz para achar o nome original (exemplo, eth0)
  • Pode ser necessário adicionar o módulo para sua placa de rede a cabo ou sem fio para o vetor MODULES.

Abrir remotamente (hooks: systemd, systemd-tool)

O pacote do AUR mkinitcpio-systemd-tool oferece um hook do mkinitcpio voltado no systemd com o nome de systemd-tool que possui as seguintes funcionalidades para o initramfs do systemd:

Funcionalidades principais incluídas no hook:

  • configuração unificada do systemd + mkinitcpio
  • automática provisão de binário e recursos de configuração
  • invocação em demanda de scripts e funções do mkinitcpio

Funcionalidades oferecidas pela unidades de serviço incluídas:

  • debug do initrd
  • configuração inicial de rede antecipada
  • shell interativo
  • acesso remoto ssh no initrd
  • cryptsetup + agente de senha personalizado

O pacote mkinitcpio-systemd-tool precisa do hook do systemd. Para mais informações leia o README do projeto e também arquivos unit de serviços do systemd como uma introdução.

Os hooks recomendados são: base autodetect modconf block filesystems keyboard fsck systemd systemd-tool.

Abrir remotamente (hooks: netconf, dropbear, tinyssh, ppp)

Outra combinação de pacotes que oferece login remoto para o initcpio é mkinitcpio-netconf e/ou mkinitcpio-pppAUR (para abrir remotamente usando uma coneção PPP) junto com um servidor SSH. Você tem a opção de usar o mkinitcpio-dropbear ou mkinitcpio-tinyssh. Estes hooks não instalam qualquer shell, então você pode precisar instalar o pacote mkinitcpio-utils. As instruções abaixo podem ser usadas em qualquer combinação dos pacotes acima. Será perceptível quando ações forem específicas para dada combinação de pacotes.

  1. Se você não tem um par de chaves do SSH ainda, o gere no sistema cliente (o que vai ser usado para abrir remotamente a máquina).
    Nota: tinyssh somente suporta Ed25519 e tipos de chave ECDSA. Se você prefere usar mkinitcpio-tinyssh, você precisa criar/usar um destes.
    Nota: mkinitcpio-dropbear na versão 0.0.3-5 não é compativel com a atual implementação do dropbear que removeu dss. Veja a issue 8 para detalhes e como corrigir.
  2. Insira sua chave pública do SSH (exemplo, a que você normalmente coloca nas máquinas acessadas sem uma senha, ou a que você criou e termina com .pub) no /etc/dropbear/root_key ou /etc/tinyssh/root_key da máquina remota.
    Dica: Este método pode ser usado mais tarde para adicionar outras chaves públicas se necessário; Caso copie o conteúdo do arquivo ~/.ssh/authorized_keys da máquina remota, verifique se somente tem chaves que você planeja usar para abrir a máquina remotamente. Quando adicionar chaves, gere seu initrd também usando o mkinitcpio. Veja também OpenSSH#Protection.
  3. Adicione todos os três hooks <netconf e/ou ppp> <dropbear ou tinyssh> encryptssh antes de filesystems dentro do vetor "HOOKS" no /etc/mkinitcpio.conf (o hook encryptssh substitue encrypt). Então gere novamente o initramfs.
    Nota: O hook net provido pelo mkinitcpio-nfs-utils não é necessário.
    Nota: Se você receber o erro libgcc_s.so.1 must be installed for pthread_cancel to work quando tentar descriptografar, você precisa adicionar /usr/lib/libgcc_s.so.1 para o vetor "BINARIES".
  4. Configure o parâmetro cryptdevice= e adicione o o parâmetro do kernel ip= para a configuração do seu gerenciador de boot com os argumentos apropriados. Por exemplo, se o servidor DHCP não atribuir um IP estático para seu sistema remoto, dificultando o acesso com SSH entre inicializações, você pode explicitamente declarar o endereço IP que você quer, usando:
    ip=192.168.1.1:::::eth0:none
    Alternativamente, você pode especificar também a máscara de subrede e gateway necessário para a rede:
    ip=192.168.1.1::192.168.1.254:255.255.255.0::eth0:none
    Nota: Na versão 0.0.4 do mkinitcpio-netconf, você pode usar múltiplos ip= para configurar várias interfaces. você não pode misturar isto com ip=dhcp (ip=:::::eth0:dhcp) sozinho. Uma interface precisa ser especificada.
    ip=ip=192.168.1.1:::::eth0:none:ip=172.16.1.1:::::eth1:none
    Para uma descrição detalhada veja essa seção do mkinitcpio. Quando terminar, atualize a configuração do seu gerenciador de boot.
  5. Finalmente, reinicie o sistema remoto e tente usar o ssh, explicitamente usando o nome de usuário "root" (até mesmo se o superusuário root está desabilitado na máquina, este usuário root é usado somente no initrd para abrir o sistema remotamente). Se você está usando o pacote mkinitcpio-dropbear e também tem o pacote openssh instalado, então provavelmente não vai receber nenhum aviso antes de logar, porquê o anterior converte e usa as mesmas chaves do ssh (exceto chaves Ed25519, já que o dropbear não suporta elas). Caso você está usando mkinitcpio-tinyssh, existe a opção de instalar tinyssh-convert ou tinyssh-convert-gitAUR para que você possa usar as mesmas chaves da sua instalação do openssh (atualmente, somente chaves Ed25519). De qualquer forma, você precisa rodar o daemon do ssh ao menos uma vez, usando as units providas do systemd, então as chaves podem ser geradas primeiro. Depois de reiniciar a máquina, deve ser solicitado a senha para abrir o dispositivo raiz. O sistema vai completar o processo de inicialização e você pode executar o ssh normalmente (com o usuário remoto de sua escolha).
Dica: Se você deseja uma boa solução para montar outras partições criptografadas (tais como /home) remotamente, você pode quer ler esta thread do forum.

Abrir remotamente pelo wifi

O hook net é normalmente usado com uma conexão com fio. Caso você queira configurar um computador sem fio, e abrí-lo por wifi, você pode usar um hook predefinido ou criar um hook customizado para se conectar a rede wifi antes que o hook net seja executado.

Hook predefinido

Você pode instalar um hook predefinido baseado no presente nesta wiki:

  1. Instale mkinitcpio-wifiAUR.
  2. Configure sua coneção wifi ao criar uma configuração do wpa_supplicant com as propriedades da sua rede:
    wpa_passphrase "ESSID" "senha" > /etc/wpa_supplicant/initcpio.conf
  3. Adicione o hook wifi antes de netconf no seu /etc/mkinitcpio.conf. Seus módulos relacionados com wifi devem ser detectados automaticamente, se não: adicione eles em MODULES.
  4. Adicione ip=:::::wlan0:dhcp nos parâmetros do kernel.
  5. Gere novamente o initramfs.
  6. Atualize a configuração do seu gerenciador de boot.

Faça o seu próprio

Abaixo um exemplo mostrando uma configuração usando um adaptador usb, se conectando a uma rede wifi com WPA2-PSK. Caso você use, por exemplo, WEP ou outro gerenciador de boot, você pode precisar mudar algumas coisas.

  1. Modifique o /etc/mkinitcpio.conf:
    • Adicione os módulos do kernel necessários para seu adaptador wifi.
    • Inclua os binários do wpa_passphrase e wpa_supplicant.
    • Adicione o hook wifi (ou um nome de sua escolha, este será o hook customizado que será criado) antes do hook net.
      MODULES=(module)
      BINARIES=(wpa_passphrase wpa_supplicant)
      HOOKS=(base udev autodetect ... wifi net ... dropbear encryptssh ...)
  2. Crie o hook wifi no /etc/initcpio/hooks/wifi:
    run_hook ()
    {
    # espere alguns segundos para que wlan0 seja configurada pelo kernel
    sleep 5

    # set wlan0 to up
    ip link set wlan0 up

    # associe com a rede wifi
    # 1. salve o arquivo de configuração temporário
    wpa_passphrase "ESSID da rede" "senha" > /tmp/wifi

    # 2. associe
    wpa_supplicant -B -D nl80211,wext -i wlan0 -c /tmp/wifi

    # espere alguns segundos para que wpa_supplicant termine de se conectar
    sleep 5

    # wlan0 deve agora estar conectada e pronta para receber um ip pelo hook net
    }

    run_cleanuphook ()
    {
    # mate wpa_supplicant rodando em segundo plano
    killall wpa_supplicant

    # coloque a interface wlan0 como down
    ip link set wlan0 down

    # wlan0 deve agora esta totalmente desconectada da rede wifi
    }
  3. Crie o arquivo do hook de instalação no /etc/initcpio/install/wifi:
    build ()
    {
    add_runscript
    }
    help ()
    {
    cat<<HELPEOF
    Habilita o wifi na inicialização, para abrir o disco com dropbear (ssh).
    HELPEOF
    }
  4. Adicione ip=:::::wlan0:dhcp para os parâmetros do kernel. Remova ip=:::::eth0:dhcp para evitar conflitos.
  5. Opcionalmente crie uma entrada de boot adicional com o parâmetro do kernel ip=:::::eth0:dhcp.
  6. Gere novamente o initramfs.
  7. Atualize a configuração do seu gerenciador de boot.

Uma vez que o sistema estiver totalmente inicializado, se lembre de configurar o wifi, para então você fazer login. Caso você não consiga se conectar a rede wifi, tente aumentar um pouco o tempo de espera.

Suporte a discard/TRIM para unidades de estado sólido (SSD)

Usuários de SSDs devem saber que, por padrão, comandos de TRIM não são habilitados pelo mapeador de dispositivos, dispositivos de bloco são montados sem a opção discard a menos que você sobrescreva o padrão.

Os mantenedores do mapeador de dispositivos deixaram claro que suporte a TRIM nunca será habilitado por padrão em dispositivos do dm-crypt devido a potenciais implicações de segurança.[3][4] Um vazamento mínimo de dados em forma de informações de blocos liberadas, talvez o suficiente para determinar o sistema de arquivos em uso, pode ocorrer se o suporte a TRIM estiver habilitado. Ilustrações e discursão dos problemas resultantes estão disponíveis no blog de um dos desenvolvedores do cryptsetup. Se você está preocupado com isso, tenha em mente que as ameaças podem crescer: por exemplo, se o dispositivo está ainda criptografado com a antiga cifra padrão (cryptsetup <=1.6.0) --cipher aes-cbc-essiv, mais informação pode ser vazada do setor que sofreu TRIM do que com o padrão atual.

Os seguintes casos podem ser distinguidos:

  • O dispositivo é criptografado com as opções padrão do modo LUKS do dm-crypt:
    • Por padrão o cabeçalho do LUKS é guardado no início do dispositivo e usar TRIM é útil para proteger as modificações do cabeçalho. Se por exemplo uma senha comprometida do LUKS é revocada, sem TRIM o velho cabeçalho vai, geralmente, ainda estar disponível para leitura até que seja sobrescrevida por outra operação; se a unidade de armazenamento é roubada nesse periodo, os atacantes podem em teoria achar uma maneira de localizar o velho cabeçalho e usá-lo para descriptografar o dispositivo com a senha compromissada. Veja FAQ do cryptsetup, seção 5.19 "What about SSDs, Flash and Hybrid Drives?" e Encriptação total de disco em um ssd.
    • TRIM pode continuar desabilitado se as preocupações de segurança mostradas no começo desta seção são consideradas uma ameaça pior que a acima.
Veja também Securely wipe disk#Flash memory.
  • O dispositivo é criptografado com o modo plain do dm-crypt, ou o cabeçalho do LUKS é guardado separadamente:
    • Se negação plausível é desejada, TRIM nunca deve ser usado devido a considerações no começo dessa seção, ou o uso de encriptação vai ser revelado.
    • Se negação plausível não é desejada, TRIM pode ser usado para ganhos de perfomance, já que problemas de segurança descritos no começo dessa seção não são uma preocupação.
Atenção: Antes de habilitar o TRIM na unidade de armazenamento, tenha certeza de que o dispositivo suporta totalmente comandos de TRIM, ou perda de dados podem ocorrer. Veja Solid State Drives#TRIM.

No linux 3.1 e superior, habilitar o TRIM no dm-crypt pode ser alcançado na montagem com dmsetup ou na criação do dispositivo. Suporte para esta opção também existe no cryptsetup versão >= 1.4.0. Para adicionar suporte durante a inicialização, você precisa adicionar :allow-discards para a opção cryptdevice. A opção de TRIM pode parecer assim:

cryptdevice=/dev/sdaX:raiz:allow-discards

Para as configurações principais do cryptdevice antes de allow-discards veja Dm-crypt/Configuração do sistema.

Se você usa um initrd baseado no systemd, você deve colocar:

rd.luks.options=discard
Nota: rd.luks.options=discard não tem efeito nos dispositivos incluidos no arquivo /etc/crypttab da imagem do initramfs (/etc/crypttab.initramfs na raiz do sistema). Você deve especificar a opção discard no /etc/crypttab.initramfs.

Além disso, também é necessário periodicamente rodar fstrim ou montar o sistema de arquivos (exemplo, /dev/mapper/raiz neste exemplo) com a opção discard no /etc/fstab. Para detalhes, veja a página do TRIM.

Para dispositivos LUKS abertos com /etc/crypttab, use a opção discard, exemplo:

/etc/crypttab
luks-123abcdef-etc UUID=123abcdef-etc none discard

Quando abrir manualmente os dispositivos no terminal use --allow-discards.

Com LUKS2 você pode definir allow-discards como uma flag padrão para um dispositivo ao abrí-lo uma vez com a opção --persistent:

# cryptsetup --allow-discards --persistent open /dev/sdaX root

Quando o dispositivo já estiver aberto, a ação open vai dar erro. Nestes casos você pode usar a opção refresh, exemplo:

# cryptsetup --allow-discards --persistent refresh /dev/sdaX

Você pode ter certeza que a flag está definida como persistente no cabeçalho do LUKS2 ao olhar a saída do cryptsetup luksDump:

# cryptsetup luksDump /dev/sdaX | grep Flags
Flags:          allow-discards

Em qualquer caso você pode ver se o dispositivo foi aberto com a flag ao inspecionar a saída do dmsetup table:

# dmsetup table
luks-123abcdef-etc: 0 1234567 crypt aes-xts-plain64 000etc000 0 8:2 4096 1 allow_discards

O hook encrypt e múltiplos discos

Dica: o hook sd-encrypt suporta abrir múltiplos dispositivos. Eles podem ser especificados nos parâmetros do kernel ou no /etc/crypttab.initramfs. Veja dm-crypt/Configuração do sistema#Usando o hook sd-encrypt.

O hook encrypt somente permite uma única entrada cryptdevice= (FS#23182). Em um sistema com múltiplas unidades de armazenamentos isto pode ser limitante, devido ao dm-crypt não ter funcionalidade para usar algo além de dispositivos físicos. Por exemplo, use "LVM dentro do LUKS": Toda a LVM existe dentro de um dispositivo LUKS. Não há problema para sistema com uma unidade de armazenamento, desde que tem somente uma para criptografar. Mas o que acontece se você quer aumentar o tamanho da LVM? Você não pode, não sem modificar o hook encrypt.

As seções seguintes brevemente mostram alternativas para superar esta limitação. A primeira, demostra como expandir uma configuração LUKS dentro do LVM para um novo disco. A segunda, em como modificar o hook encrypt para abrir múltiplos disco criptografados com LUKS sem LVM.

Expandindo LVM em múltiplos discos

O gerenciamento de múltiplos discos é uma funcionalidade básica do LVM e uma da razões por seu particionamento flexível. Pode ser usado com dm-crypt, mas somente se LVM é empregado como primeiro mapeador. Em uma configuração LUKS dentro do LVM, os dispositivos criptografados são criados dentro de volumes lógicos (com uma senha/chave separada por volume). A seguir é mostrado como expandir para outro disco.

Atenção: Faça backup! Enquanto redimensionar sistema de arquivos pode ser o padrão, tenha em mente que operções podem dar errado e não serem aplicáveis para uma configuração específica. Geralmente, extender um sistema de arquivos para usar o espaço livre é menos problemático que reduzí-lo. Isto é particularmente verdade quando mapeadores são empilhados, o caso do seguinte exemplo.

Adicionando uma nova unidade de armazenamento

Primeiro, pode ser desejado preparar um novo disco de acordo com dm-crypt/Preparando a unidade de armazenamento. Segundo, é particionado como um LVM, exemplo, todo o espaço é alocado para /dev/sdY1 com o tipo de partição 8E00 (Linux LVM). Terceiro, o novo disco/partição é ligado a um grupo de volumes do LVM existente, exemplo:

# pvcreate /dev/sdY1
# vgextend MeuArmazenamento /dev/sdY1

Extendendo o volume lógico

Para o próximo passo, a alocação final do novo espaço do disco, o volume lógico que será extendido tem que estar desmontado. Isto pode ser feito pela partição raiz do cryptdevice, mas neste caso o procedimento vai ser feito com a ISO de instalação do Arch.

Neste exemplo, é assumido que o volume lógico para /home (homevol é nome do volume lógico) vai ser expandido para o novo espaço em disco:

# umount /home
# fsck /dev/mapper/home
# cryptsetup luksClose /dev/mapper/home
# lvextend -l +100%FREE MeuArmazenamento/homevol

Agora o volume lógico é extendido e o container LUKS vem depois:

# cryptsetup open /dev/MeuArmazenamento/homevol home
# umount /home      # como uma garantia, caso foi automaticamente montado
# cryptsetup --verbose resize home

Finalmente, o sistema de arquivos vai ser redimensionado:

# e2fsck -f /dev/mapper/home
# resize2fs /dev/mapper/home

Pronto! Se foi de acordo com o plano, /home pode ser remontado e agora inclui a extensão para o novo disco:

# mount /dev/mapper/home /home

Note que a ação cryptsetup resize não afeta as chaves de encriptação, e estas não mudaram.

Modificando o hook encrypt para múltiplas partições

sistema de arquivos principal expandido para múltiplas partições

É possível modificar o hook encrypt para permitir que múltiplas unidades de armazenamento abram a raiz / na inicialização. Uma maneira é:

# cp /usr/lib/initcpio/install/encrypt /etc/initcpio/install/encrypt2
# cp /usr/lib/initcpio/hooks/encrypt  /etc/initcpio/hooks/encrypt2
# sed -i "s/cryptdevice/cryptdevice2/" /etc/initcpio/hooks/encrypt2
# sed -i "s/cryptkey/cryptkey2/" /etc/initcpio/hooks/encrypt2

Adicione cryptdevice2= para suas opções de boot (e cryptkey2= se necessário), e adicione o hook encrypt2 para seu mkinitcpio.conf antes de gerar o initramfs. Veja dm-crypt/Configuração do sistema.

Múltiplas partições não raiz

Talvez você precisa usar o hook encrypt em uma partição não raiz. Arch não suporta isto nativamente, no entanto, você pode facilmente mudar os valores cryptdev e cryptname em /lib/initcpio/hooks/encrypt (o primeiro para sua partição /dev/sd*, a segunda para o nome que você quer o atribuir). Isto deve bastar.

A grande vantagem é que você pode ter tudo automatizado, configurar o /etc/crypttab com uma keyfile externa (a keyfile não está numa partição do disco rígido interno) pode ser chato - você precisa ter certeza que o dispositivo USB/FireWire/... é montado antes da partição criptografada, isto significa que você tem de mudar a ordem do /etc/fstab (ao menos).

Se o pacote cryptsetup for atualizado, você terá que mudar este script denovo. Diferente do /etc/crypttab, somente uma partição é suportada, mas com alguns hacks é possível abrir múltiplas partições.

Tango-inaccurate.pngThe factual accuracy of this article or section is disputed.Tango-inaccurate.png

Reason: Porque não usar o suporte do GRUB2 imediatamente? Veja também mkinitcpio#Usando RAID (Discuss in talk:dm-crypt/Specialties)

Se você quer fazer isto em uma partição RAID de software, existe mais uma coisa que você precisa fazer. Somente definir o dispositivo /dev/mdX em /lib/initcpio/hooks/encrypt não é o bastante; o hook encrypt não vai encontrar a chave por algum motivo, e a senha não vai ser solicitada. Aparentemente, dispositivos RAID não são descobertos antes do hook encrypt rodar. Você pode resolver isto ao botar o arranjo RAID em /boot/grub/menu.lst, como:

kernel /boot/vmlinuz-linux md=1,/dev/hda5,/dev/hdb5

Se você usar sua partição raiz como RAID, você vai notar similaridades com esta configuração. GRUB pode de forma simples manusear definições de múltiplos arranjos:

kernel /boot/vmlinuz-linux root=/dev/md0 ro md=0,/dev/sda1,/dev/sdb1 md=1,/dev/sda5,/dev/sdb5,/dev/sdc5

Sistema criptografado usando um cabeçalho LUKS desanexado

Este exemplo segue a mesma configuração do dm-crypt/Criptografando todo um sistema#dm-crypt plain, que deve ser lida antes de seguir este guia.

Ao usar um cabeçalho desanezado, o dispositivo de bloco criptografado somente possui os dados criptografados, o que leva à criptografia negável enquanto a existência do cabeçalho é desconhecida pelos atacantes. É similar ao dm-crypt plain, mas com as vantagens do LUKS como múltiplas senhas para a chave mestre e derivação de chave. Além de oferecer uma forma de autentificação de dois fatores com uma configuração mais simples que #Using GPG, LUKS, or OpenSSL Encrypted Keyfiles[link quebrado: seção inválida], enquanto nativamente tem solicitação de senha para múltiplas tentativas. Veja Criptografia de disco#Metadados criptográficos para mais informações.

Veja dm-crypt/Encriptação de dispositivo#Opções de encriptação para o modo LUKS para opções de encriptação antes de executar o primeiro passo e criar o arquivo de cabeçalho para usar com cryptsetup:

# dd if=/dev/zero of=cabecalho.img bs=16M count=1
# cryptsetup luksFormat /dev/sdX --offset 32768 --header cabecalho.img
Dica: A opção --offset permite especificar o início dos dados criptografados no dispositivo. Ao reservar um espaço no começo do dispositivo você pode recolocar o cabeçalho do LUKS. O valor é especificado em setores de 512-bytes, veja cryptsetup(8) para mais detalhes.

Abra o container:

# cryptsetup open --header cabecalho.img /dev/sdX enc

Agora siga a configuração LVM dentro do LUKS para suas necessidades. O mesmo se aplica para preparando a partição de boot[link quebrado: seção inválida] no dispositivo removível (se não, não há lógica em ter um cabeçalho separado para abrir o disco criptografado). Mova o cabecalho.img para ele:

# mv cabecalho.img /mnt/boot

Siga o procedimento de instalação até o passo do mkinitcpio (você deve ter executado arch-chroot no sistema criptografado).

Dica: Você vai notar que a partição do sistema tem somente dados "randômicos", não tem tabela de partição e também não tem um UUID ou LABEL. Mas você pode ainda ter um mapeamento persistente usando o Nomeação persistente de dispositivo de bloco#by-id e by-path. Exemplo, usando o id do disco pelo /dev/disk/by-id/.

No initramfs, existem duas opções que suportam o cabeçalho do LUKS desanexado.

Usando o hook do systemd

Primeiro crie /etc/crypttab.initramfs e adicione o dipositivo cripotgrafado nele. A sintaxe está definida em crypttab(5)

/etc/crypttab.initramfs
enc	/dev/disk/by-id/id_do_seu_disco	none	header=/boot/cabecalho.img

Modifique /etc/mkinitcpio.conf para usar o systemd e adicione o cabeçalho em FILES.

/etc/mkinitcpio.conf
...
FILES=(/boot/cabecalho.img)
...
HOOKS=(base systemd autodetect keyboard sd-vconsole modconf block sd-encrypt sd-lvm2 filesystems fsck)
...

Gere novamente o initramfs e pronto.

Nota: Nenhum parâmetro do cryptsetup precisa ser passado para a linha de comando do kernel, desde que /etc/crypttab.initramfs será adicionado como /etc/crypttab no initramfs. Se você deseja especificá-los na linha de comando do kernel veja dm-crypt/Configuração do sistema#Usando o hook sd-encrypt para opções suportadas.

Modificando o hook encrypt

Este método mostra como modificar o hook encrypt para usá-lo com um cabeçalho do LUKS desanexado. Agora o hook encrypt precisa ser modificado para deixar o cryptsetup usar o cabeçalho separado (FS#42851); A fonte base e ideia para estas mudanças foi publicada no BBS). Faça uma cópia para que esta configuração não seja sobrescrevida em uma atualização do mkinitcpio:

# cp /usr/lib/initcpio/hooks/encrypt /etc/initcpio/hooks/encrypt2
# cp /usr/lib/initcpio/install/encrypt /etc/initcpio/install/encrypt2
/etc/initcpio/hooks/encrypt2 (around line 52)
warn_deprecated() {
    echo "The syntax 'root=${root}' where '${root}' is an encrypted volume is deprecated"
    echo "Use 'cryptdevice=${root}:root root=/dev/mapper/root' instead."
}

local headerFlag=false
for cryptopt in ${cryptoptions//,/ }; do
    case ${cryptopt} in
        allow-discards)
            cryptargs="${cryptargs} --allow-discards"
            ;;  
        header)
            cryptargs="${cryptargs} --header /boot/cabecalho.img"
            headerFlag=true
            ;;
        *)  
            echo "Encryption option '${cryptopt}' not known, ignoring." >&2 
            ;;  
    esac
done

if resolved=$(resolve_device "${cryptdev}" ${rootdelay}); then
    if $headerFlag || cryptsetup isLuks ${resolved} >/dev/null 2>&1; then
        [ ${DEPRECATED_CRYPT} -eq 1 ] && warn_deprecated
        dopassphrase=1

Agora edite o mkinitcpio.conf para adicionar os hooks encrypt2 e lvm2, o cabecalho.img para FILES e o loop para MODULES, fora outras configurações que o sistema precisa:

/etc/mkinitcpio.conf
...
MODULES=(loop)
...
FILES=(/boot/cabecalho.img)
...
HOOKS=(base udev autodetect keyboard keymap consolefont modconf block encrypt2 lvm2 filesystems fsck)
...

Isto é necessário para que o cabeçalho do LUKS esteja disponível na inicialização, nos excluindo uma configuração mais complicada para montar um pendrive separado para acessar o cabeçalho. Depois disso, gere novamente o initramfs.

Depois, configure o gerenciador de boot para especificar o cryptdevice= também passando a nova opção header para esta configuração:

cryptdevice=/dev/disk/by-id/id_do_seu_disco:enc:header

Para finalizar, é útil seguir dm-crypt/Criptografando todo um sistema#Pós-instalação com uma partição /boot no dispositivo USB.

Encrypted /boot and a detached LUKS header on USB

Tango-view-refresh-red.pngThis article or section is out of date.Tango-view-refresh-red.png

Reason: This scenario was based on [5], whose structure was then changed with [6]. (Discuss in Talk:Dm-crypt (Português)/Specialties (Português)#Encrypted /boot and a detached LUKS header on USB)

Rather than embedding the header.img and keyfile into the initramfs image, this setup will make your system depend entirely on the usb key rather than just the image to boot, and on the encrypted keyfile inside of the encrypted boot partition. Since the header and keyfile are not included in the initramfs image and the custom encrypt hook is specifically for the usb's by-id, you will literally need the usb key to boot.

For the usb drive, since you are encrypting the drive and the keyfile inside, it is preferred to cascade the ciphers as to not use the same one twice. Whether a meet-in-the-middle attack would actually be feasible is debatable. You can do twofish-serpent or serpent-twofish.

Preparing the disk devices

sdb will be assumed to be the USB drive, sda will be assumed to be the main hard drive.

Prepare the devices according to dm-crypt/Drive preparation.

Preparing the USB key

Use gdisk to partition the disk according to the layout shown here, with the exception that it should only include the first two partitions. So as follows:

# gdisk /dev/sdb
Number  Start (sector)    End (sector)  Size       Code  Name
   1            2048         1050623   512.0 MiB   EF00  EFI System
   2         1050624         1460223   200.0 MiB   8300  Linux filesystem

Before running cryptsetup, look at the Encryption options for LUKS mode and Ciphers and modes of operation first to select your desired settings.

Prepare the boot partition[link quebrado: seção inválida] but do not mount any partition yet and Format the EFI system partition.

# mount /dev/mapper/cryptboot /mnt
# dd if=/dev/urandom of=/mnt/key.img bs=filesize count=1
# cryptsetup luksFormat /mnt/key.img
# cryptsetup open /mnt/key.img lukskey

filesize is in bytes but can be followed by a suffix such as M. Having too small of a file will get you a nasty Requested offset is beyond real size of device /dev/loop0 error. As a rough reference, creating a 4M file will encrypt it successfully. You should make the file larger than the space needed since the encrypted loop device will be a little smaller than the file's size.

With a big file, you can use --keyfile-offset=offset and --keyfile-size=size to navigate to the correct position. [7]

Now you should have lukskey opened in a loop device (underneath /dev/loop1), mapped as /dev/mapper/lukskey.

The main drive

# truncate -s 16M /mnt/header.img
# cryptsetup --key-file=/dev/mapper/lukskey --keyfile-offset=offset --keyfile-size=size luksFormat /dev/sda --offset 32768 --header /mnt/header.img

Pick an offset and size in bytes (8192 bytes is the maximum keyfile size for cryptsetup).

# cryptsetup open --header /mnt/header.img --key-file=/dev/mapper/lukskey --keyfile-offset=offset --keyfile-size=size /dev/sda enc 
# cryptsetup close lukskey
# umount /mnt

Follow Preparing the logical volumes to set up LVM on LUKS.

See Particionamento#Partições discretas for recommendations on the size of your partitions.

Once your root partition is mounted, mount your encrypted boot partition as /mnt/boot and your EFI system partition as /mnt/efi.

Installation procedure and custom encrypt hook

Follow the installation guide up to the mkinitcpio step but do not do it yet, and skip the partitioning, formatting, and mounting steps as they have already been done.

In order to get the encrypted setup to work, you need to build your own hook, which is thankfully easy to do and here is the code you need. You will have to follow Persistent block device naming#by-id and by-path to figure out your own by-id values for the usb and main hard drive (they are linked -> to sda or sdb).

You should be using the by-id instead of just sda or sdb because sdX can change and this ensures it is the correct device.

You can name customencrypthook anything you want, and custom build hooks can be placed in the hooks and install folders of /etc/initcpio. Keep a backup of both files (cp them over to the /home partition or your user's /home directory after you make one). /usr/bin/ash is not a typo.

/etc/initcpio/hooks/customencrypthook
#!/usr/bin/ash

run_hook() {
    modprobe -a -q dm-crypt >/dev/null 2>&1
    modprobe loop
    [ "${quiet}" = "y" ] && CSQUIET=">/dev/null"

    while [ ! -L '/dev/disk/by-id/usbdrive-part2' ]; do
     echo 'Waiting for USB'
     sleep 1
    done

    cryptsetup open /dev/disk/by-id/usbdrive-part2 cryptboot
    mkdir -p /mnt
    mount /dev/mapper/cryptboot /mnt
    cryptsetup open /mnt/key.img lukskey
    cryptsetup --header /mnt/header.img --key-file=/dev/mapper/lukskey --keyfile-offset=''offset'' --keyfile-size=''size'' open /dev/disk/by-id/harddrive enc
    cryptsetup close lukskey
    umount /mnt
}

usbdrive is your USB drive by-id, and harddrive is your main hard drive by-id.

Tip: You could also close cryptboot using cryptsetup close, but having it open makes it easier to mount for system updates using Pacman and regenerating the initramfs with mkinitcpio. The /boot partition must be mounted for updates that affect the kernel or Initramfs, and the initramfs will be automatically regenerated after these updates.
# cp /usr/lib/initcpio/install/encrypt /etc/initcpio/install/customencrypthook

Now edit the copied file and remove the help() section as it is not necessary.

/etc/mkinitcpio.conf (edit this only do not replace it, these are just excerpts of the necessary parts)
MODULES=(loop)
...
HOOKS=(base udev autodetect modconf block customencrypthook lvm2 filesystems keyboard fsck)

The files=() and binaries=() arrays are empty, and you should not have to replace HOOKS=(...) array entirely just edit in customencrypthook lvm2 after block and before filesystems, and make sure systemd, sd-lvm2, and encrypt are removed.

Boot Loader

Finish the Installation Guide from the mkinitcpio step. To boot you would need either GRUB or efibootmgr. Note you can use GRUB to support the encrypted disks by Configuring the boot loader[link quebrado: seção inválida] but editing the GRUB_CMDLINE_LINUX is not necessary for this set up.

Or use Direct UEFI Secure boot by generating keys with cryptbootAUR then signing the initramfs and kernel and creating a bootable .efi file for your EFI system partition with sbupdate-gitAUR. Before using cryptboot or sbupdate note this excerpt from Secure Boot#Using your own keys:

Tip: Note that cryptbootAUR requires the encrypted boot partition to be specified in /etc/crypttab before it runs, and if you are using it in combination with sbupdate-gitAUR, sbupdate expects the /boot/efikeys/db.* files created by cryptboot to be capitalized like DB.* unless otherwise configured in /etc/default/sbupdate. Users who do not use systemd to handle encryption may not have anything in their /etc/crypttab file and would need to create an entry.
# efibootmgr -c -d /dev/device -p partition_number -L "Arch Linux Signed" -l "EFI\Arch\linux-signed.efi"

See efibootmgr(8) for an explanation of the options.

Make sure the boot order puts Arch Linux Signed first. If not change it with efibootmgr -o XXXX,YYYY,ZZZZ.

Changing the LUKS keyfile

Merge-arrows-2.pngThis article or section is a candidate for merging with dm-crypt/Device encryption#Keyfiles.Merge-arrows-2.png

Notes: Changing the keyfile is not a required action in this setup. (Discuss in Talk:Dm-crypt (Português)/Specialties (Português)#)
# cryptsetup --header /boot/header.img --key-file=/dev/mapper/lukskey --keyfile-offset=offset --keyfile-size=size luksChangeKey /dev/mapper/enc /dev/mapper/lukskey2 --new-keyfile-size=newsize --new-keyfile-offset=newoffset

Afterwards, cryptsetup close lukskey and shred or dd the old keyfile with random data before deleting it, then make sure that the new keyfile is renamed to the same name of the old one: key.img or other name.