Difference between revisions of "Beginners' Guide/Installation (Português)"

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Para que tais configurações persistam após um reboot, edite o arquivo {{ic|vconsole.conf}}:
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* {{ic|KEYMAP}} –  Tenha em mente que esta configuração é válida apenas para as suas TTYs, e não para gerenciadores gráficou ou seu Xorg.
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* {{ic|FONT}} – Fontes disponíveis estão localizadas em {{ic|/usr/share/kbd/consolefonts/}}. A fonte padrão é livre de falhas, porém, pode fazer com que caracteres estrangeiros apareçam como quadrados ou outros símbolos. É recomandado a fonte {{ic|Lat2-Terminus16}} pois de acordo com o {{ic|/usr/share/kbd/consolefonts/README.Lat2-Terminus16}}, suporta "todos as linguagens l10".
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* {{ic|FONT_MAP}} – Mapa de console a ser carregado durante o boot. Leia {{ic|man setfont}}. O padrão(em branco) é seguro
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Veja See [[Fonts#Console_fonts|fontes de console]] e {{ic|man vconsole.conf}} para maiores informações.
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Crie um link simbólico para {{ic|/etc/localtime}} com origem no seu fuso horário seguindo o padrão {{ic|/usr/share/zoneinfo/<Zona>/<SubZona>}} .
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# ln -s /usr/share/zoneinfo/America/Sao_Paulo /etc/localtime
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===Select Packages===
 
===Select Packages===

Revision as of 19:23, 17 October 2012

Dica: Esta é parte de um artigo multi-páginas do "The Beginners' Guide" ("O Guia para Iniciantes"). Clique aqui se preferir ler o artigo completo.

Instalação

A partir deste momento, você está automaticamente logado em uma shell como usuário root.

Nota: O Framework de instalação do Arch Linux foi descotinuado, portanto, o procedimento de executar o script /arch/setup não funcionará.

Alterar a linguagem

Tip: Este passo é opcional para a maioria dos usuários. Útil apenas se desejas o sistema em sua linguagem nativa, editar arquivos de configuração adicionando caracteres especiais, ou configurar senhas de Wi-Fi com tais caracteres ou receber mensagens do sistema na sua linguagem.

Por padrão, a linguagem do teclado é a us. Para utilizadores do Brasil:

# loadkeys br-abnt2

Para utilizadores de outras comunidades lusófonas:

# loadkeys pt-latin9

A fonte de letra do console também pode ser alterada, pois a maioria das linguagens utiliza o padrão de 26 letras do. Nestes casos, alguns caracteres podem aparecer na tela como quadrados brancos ou outros símbolos esquisitos. Note que o comando abaixo é case-sensitive, portanto, digite exatamente da forma como está escrito:

# setfont Lat2-Terminus16

Por padrão, a linguagem da instalação é o Inglês(US). Para alterar a linguagem durante o processo de instalação, basta remover o # na localização desejada no arquivo /etc/locale.gen, junto com a entrada em inglês. Priorize a escolha a entrada UTF-8. Utilize o editor de sua escolha, apesar deste manual utilizar o nano.

Pressione Template:Keypress para sair, e quando perguntado para salvar as alterações, pressione Template:Keypress seguido de Template:Keypress para sobrescrever o arquivo.

# nano /etc/locale.gen
en_US.UTF-8 UTF-8
pt_BR.UTF-8 UTF-8
# locale-gen
# export LANG=pt_BR.UTF-8 

ou

# nano /etc/locale.gen
en_US.UTF-8 UTF-8
pt_PT.UTF-8 UTF-8
# locale-gen
# export pt_PT.UTF-8 UTF-8

Lembre-se, Template:Keypress ativa e desativa um mapa de teclado.

Estabelecendo conexão com a internet

O serviço The dhcpcd inicia automaticamente em tempo de inicialização, e tentará iniciar uma conexão cabeada se disponível. Tente pingar um site para verificar a disponibilidade. Como o google tá sempre online...

# ping -c 3 www.google.com
PING www.l.google.com (74.125.132.105) 56(84) bytes of data.
64 bytes from wb-in-f105.1e100.net (74.125.132.105): icmp_req=1 ttl=50 time=17.0 ms
64 bytes from wb-in-f105.1e100.net (74.125.132.105): icmp_req=2 ttl=50 time=18.2 ms
64 bytes from wb-in-f105.1e100.net (74.125.132.105): icmp_req=3 ttl=50 time=16.6 ms

--- www.l.google.com ping statistics ---
3 packets transmitted, 3 received, 0% packet loss, time 2003ms
rtt min/avg/max/mdev = 16.660/17.320/18.254/0.678 ms

Caso você receba o erro ping: unknown host, você deverá configurar a rede manualmente, como descrito abaixo.

Caso contrário, vá para o tópico Preparando os Discos.

Rede Cabeada

Siga o seguinte procedimento para configurar sua conexão cabeada com um endereço IP estático.

Caso o seu computador esteja conectado a uma rede Ethernet, na maioria dos casos, você possuirá uma interface chamada eth0. Caso você tenha interfaces adicionais(como por exemplo, uma interface integrada a placa-mãe) elas seguirão a sequência eth1, eth2, etc.

Você precisa conhecer as seguintes informações:

  • Endereço IP estático.
  • Máscara de rede.
  • Endereço do Gateway
  • Endereço do DNS
  • Nome do domínio(a memos que esteja em uma LAN local, onde pode ignorar tal informação).


Para ativar uma interface de rede como a eth0:

# ip link set eth0 up

Adicione um endereço:

# ip addr add <ip address>/<subnetmask> dev <interface>

Exemplo:

# ip addr add 192.168.1.2/24 dev eth0

Para maiores opções, execute man ip.

Adicione o seu gateway da seguinte forma, substituindo o endereço IP pelo do seu gateway em questão:

# ip route add default via <ip address>

Exemplo:

# ip route add default via 192.168.1.1

Edite o arquivo resolv.conf, substituindo no parametro "nameserver" os endereços IP dos DNS's disponíveis, e o valor do seu domínio no parametro "search".

# nano /etc/resolv.conf
nameserver 61.23.173.5
nameserver 61.95.849.8
search example.com
Nota: Apenas três endereços nameserver podem ser incluídos neste arquivo.

A partir daqui, você deve ter acesso a rede cabeada. Caso contrário, dê uma verificada na página Configuring Network (Português).

Wireless

Siga este procedimento caso você precise de conectividade (Wi-Fi) durante o processo de instalação.

Os drivers e utilitários para conexão sem fio agora estão disponíveis na mídia de instalação. Um bom conhecimento do seu hardware sem fio será de suma importância para a obter sucesso na configuração. Note que seguindo o procedimento deste passo-a-passo habilitará seu hardware durante a utilização do sistema live ou executando em determinado processo da instalação. Estes passos precisam ser repetidos após um reboot no sistema.

Note também que estes passos são opcionais, pois se a conexão sem fio é desnecessária ao processo de instalação, estas configurações podem ser executadas em um período posterior.

Nota: Os exemplos a seguir usam a nomenclatura wlan0 para a interface de rede e linksys para a ESSID. Lembre de alterar estes valores de acordo com a sua configuração.

O procedimento básico será:

  • (opcional) Identificar a sua interface wireless:
# lspci | grep -i net

Ou, se utilizando uma placa externa(usb):

# lsusb
  • Certifique-se de que o udev carregou o driver apropriado, e que uma interface utilizável foi criada, através do comando iwconfig:
Note: Caso você não visualize uma saída de tela similar a esta, sua placa wireless não foi carregada. Neste caso, você deverá carregar o módulo do driver por sua conta. Veja Wireless Setup (Português) para informações mais detalhadas.
# iwconfig
lo no wireless extensions.
eth0 no wireless extensions.
wlan0    unassociated  ESSID:""
         Mode:Managed  Channel=0  Access Point: Not-Associated
         Bit Rate:0 kb/s   Tx-Power=20 dBm   Sensitivity=8/0
         Retry limit:7   RTS thr:off   Fragment thr:off
         Power Management:off
         Link Quality:0  Signal level:0  Noise level:0
         Rx invalid nwid:0  Rx invalid crypt:0  Rx invalid frag:0
         Tx excessive retries:0  Invalid misc:0   Missed beacon:0

Neste exemplo, wlan0 é a interface disponívei.

  • Para levantar a interface:
# ip link set wlan0 up

Uma pequena porcentagem dos dispositivos sem fio também necessitam de um firmware para o driver correspondente. Caso sua interface precide se um, o "erro comum" que pode acontecer ao levantar a interface é o seguinte:

# ip link set wlan0 up
SIOCSIFFLAGS: No such file or directory

Caso tenha dúvidas, utilize o dmesg para buscar por informações no log de kernel e encontrar qual o possível firmware a ser utilizado.

Exemplo de saída de um dispositivo da Intel, requisitando o firmware durante o boot:

# dmesg | grep firmware
firmware: requesting iwlwifi-5000-1.ucode

Caso não haja saída, pode ser concluído que nenhuma firmware é necessária para a sua placa.

Warning: Pacotes de firmware de dispositivos sem fio são pré-instalados dentro de /usr/lib/firmware no ambiente de instalação(liveCD ou liveUSB), porém, devem ser explicitamente instalados ao seu sistema para serem funcionais após o reiniciar da instalação!. A instalação de pacotes será aborada mais tarde neste guia. Certifique-se da instalação de ambos, o módulo e a firmware antes de reiniciar! Veja Wireless Setup (Português) caso esteja incerto dos requisitos de firmware correspondentes ao seu sistema em particular.

Após, utilize o pacote netcfg, e seu utilitário wifi-menu para conectar a rede:

# wifi-menu wlan0

A partir de agora, você já deve ter uma conexão de internet funcionando. Caso contrário, verifique a página Wireless Setup (Português).

ADSL/DSL(PPPoE), modem analógico ou ISDN

Caso você tenha um roteador configurado em modo bridge, rode:

 # pppoe-setup

Para usar a conexão configurada, rode:

# pppoe-start

Possivelmente você precisará fazer ajustes ao arquivo resolv.conf:

# echo nameserver 8.8.8.8 > /etc/resolv.conf

Se você tentando conectar-se através de um mode analógico(dial-up) ou uma conexão ISDN, veja Direct Modem Connection (Português).

Configurando servidor proxy

Caso seu computador esteja atrás de um servidor proxy, exporte as variáveis de ambiente http_proxy e ftp_proxy. Clique aqui para maiores informações.

Preparando os Discos

Warning: O Particionamento pode causar destruição de dados. Recomendamos fortemente que efetue um backup de qualquer informação importante antes de proceder com este passo.

Para completos iniciantes, encorajamos ferramentas gráficas de particionamento. O GParted é um bom exemplo de uma distribuição Linux live, assim como Parted Magic,,, etc. Um dispositivo deve ser primeiramente particionado e então as partições serão formatadas com um sistema de arquivos antes de reiniciar.

Caso já tenha executado este passo, prossiga para Montando as partições. Caso contrário, siga o exemplo:

Exemplo

A mídia de instalação do Arch Linux provê as seguinter ferramentas de particionamento:

  • gdisk – Suporta apenas tabelas de partição GPT.
  • cfdisk – Suporta apenas tabelas de partição MBR.

Este exemplo utiliza o cfdisk, mas ele pode ser facilmente adaptado para o gdisk, que permite o perticionamento em tabelas do tipo GPT.

Notas sobre o boot UEFI:
  • Se você possui uma placa-mãe com suporte a UEFI, você precisará criar uma partição UEFI extra.
  • É recomendado sempre usar GPT para boot UEFI, pois algumas firmwares UEFI não permitem inicialização EFI-MBR.
Notas sobre o particionamento GPT:
  • Se você não está configurando dual boot com o Windows, utilize GPT ao invés de MBR. Leia a lista de vantagens da GPT.
  • Se você possui uma placa mãe com BIOS(ou planeja iniciar em modo de compatibilidade BIOS) e deseja configurar o GRUP em um driver particionado via GPT, você precisará criar uma Partiçaõ de boot BIOS de 2 MiB. O Syslinux não precisa de uma.
Note: Caso esteja instalando o Arch de um driver USB, veja Instalando o Arch Linux de um driver USB.
# cfdisk /dev/sda

Este exemplo mostrará um sistema que terá 15 GB de partição raíz (/), 1GB de partição swap, e o espaço remanescente será destinado ao /home.

Vale enfatizar que particionamento de disco trata-se de gosto pessoal, e que este exemplo existe para propósitos ilustrativos. Veja Particionamento.

Raíz:

Swap:

Home:

O resultado do particionamento ficara parecido com este:

Name    Flags     Part Type    FS Type          [Label]       Size (MB)
-----------------------------------------------------------------------
sda1    Boot       Primary     Linux                             15360
sda2               Primary     Linux swap / Solaris              1024
sda3               Primary     Linux                             133000*

Verifique novamente, e se certifique que você está contente com os tamanhos das partições assim como o layout delas antes de continuar.

Se quiser reiniciar o processo, você pode simplesmente selecionar "Sair" (ou pressionar Template:Keypress) para sair do particionador sem salvar quaisquer alterações feitas no disco. Depois, basta executar o cfdisk novamente.

Se tiver satisfeito, selecione Gravar (ou pressione Template:Keypress) para finalizar a gravação da tabela de partições para o disco. Digite "Sim"(yes) e selecione Sair (ou pressionar Template:Keypress) para sair do cfdisk.

Particionar não é o bastante; As partições precisam de um sistema de arquivos. Para formatar as partições com um sistema de arquivos ext4:

Warning: Verifique e "re-Verifique" se é realmente a partição /dev/sda1 que você deseja formatar. Pode mudar de caso para caso.
# mkfs.ext4 /dev/sda1
# mkfs.ext4 /dev/sda3

E para formatar e ativar a partição de swap:

# mkswap /dev/sda2
# swapon /dev/sda2

Montando as Partições

Cada partição é identificada por um sufixo numeral. Por exemplo, sda1 especifica a primeira partição do primeiro driver, enquanto sda designa o disco por completo.

Para ver o layout de particionamento atual:

# lsblk /dev/sda

Preste atenção na ordem de montagem, pois ela é importante.

Primeiro, monte a partição raíz em /mnt. Seguindo o exemplo abaixo (em seu sistema, pode ser diferente) seria algo como:

# mount /dev/sda1 /mnt

Monte então a partição destinada ao /home e outras separadas para o /boot, /var, etc, caso desejar:

# mkdir /mnt/home
# mount /dev/sda3 /mnt/home

No caso da partição /boot ser separada:

# mkdir /mnt/boot
# mount /dev/sdaX /mnt/boot

Se a sua placa-mãe possuir suporte a UEFI, monte a partição da seguinte maneira:

# mkdir /mnt/boot/efi
# mount /dev/sdaX /mnt/boot/efi

Selecionando um repositório

Antes de instalar, você pode desejar configurar seu arquivo mirrorlist para apontar pra um repositório de seu interesse. Uma cópia deste arquivo será instalado no seu sistema através do pacstrap

# nano /etc/pacman.d/mirrorlist
##
## Arch Linux repository mirrorlist
## Sorted by mirror score from mirror status page
## Generated on 2012-MM-DD
##

Server = http://mirror.example.xyz/archlinux/$repo/os/$arch
...

Se desejar, você pode configurar para que este seja o único repositório disponível, excluindo todo o resto (usando Template:Keypress), porém, é uma boa idéia ter mais de um repositório disponível, caso um deles esteja offline.

Tip:
  • Use o Mirrorlist Generator para obter uma lista atualizada dos repositórios de seu país. Repositórios HTTP são mais rápidos que FTP, devido a um conceito chamado keepalive. Via FTP, o pacman precisa enviar um sinal a cada momento que um pacote é baixando, resultando em uma pequena pausa. Para outras formas de gerar repositórios, veja organizando repositórios e Reflector.
  • Arch Linux MirrorStatus reporta diversos aspectos sobre os repositórios como problemas de rede, problemas de coleta de dados, última data de sincronia, etc.
Note:
  • Sempre que mudar sua lista de repositoŕios, lembre-se de forçar o pacman a atualizar todas as listas de pacotes através de um pacman -Syy. Esta ação é considerada uma boa prática e pode evitar dores de cabeça. Veja Mirrors para maiores informações.
  • Se estiver usando uma mídia de instalação antiga, suas listas de repositórios podem estar desatualizadas, podendo causar problemas na atualização relacionadas ao FS#22510. Por isto, utilize sempre a última mídia disponível como descrito acima.
  • Alguns problemas foram reportados nos fórums do Arch Linux relacionados a rede, impedindo o pacman a atualizar/sincronizar repositórios(veja [1] e [2]). Quando instalando o Arch Linux nativamente, estes problemas são contornados substituindo o "baixador de arquivos" do pacman por uma alternativa(veja Aumento de performance do Pacman para maiores detalhes). Quando instalar o Arch Linux como hóspede no [VirtualBox]], este problema pode ocorrer ao usar uma interface do tipo "Host interface" ao invés de "NAT" nas configurações desta máquina.

Instalando o sistema Base

O sistema base é instalado usando o script pacstrap.

# pacstrap /mnt base base-devel
Note: Caso o pacman falhe ao verificar os pacotes, verifique a data/hora do seu sistema. Se a data for inválida (exemplo, ano 2010), algumas chaves serão consideradas expiradas(ou inválidas), e verificações de assinatura dos pacotes falharão, junto com a interrupção da instalação. Certifique-se de corrigir o horário do sistema, fazendo isto manualmente ou através do cliente ntp, e tente rodar o pacstrap novamente. Veja o artigo tempo para maiores detalhes sobre correção da data do sistema.
  • base: Softwares que fazem parte do repositório [core], fazendo parte do ambiente mínimo necessário.
  • base-devel: Ferramentas extras fora do [core] como make e automake. A maioria dos iniciantes irá instalar este grupo, que será necessário para aumentar o sistema no futuro. O base-devel é um grupo necessári para a instalação de pacotes vindos do Arch User Repository.

Isto lhe dará um ambiente Arch básico. Outros pacotes podem ser instalados mais tarde através do pacman.

Crie um FSTAB

Crie um arquivo fstab com o seguinte comando. Se preferir utilizar UUIDs ou labels, adicione as opções -U ou -L respectivamente. É interessante verificar esta informação antes de continuar:

Nota: Se erros forem encontrados durante a execução do genfstab, não rode o genfstab novamente; apenas edite o arquivo fstab.
file.}}
# genfstab -p /mnt >> /mnt/etc/fstab
# nano /mnt/etc/fstab

Apenas a partição raíz (/) precisa de 1 no último campo. O restante, deve ter 2 ou 0 (veja definições do fstab).

Adicionalmente, data=ordered deve ser removido. Esta opção é usada automaticamente você definindo-a ou não, então, pode ser removida para manter a "clareza" do arquivo fstab.

Chroot e configuração do sistema base

Depois, faremos um chroot ao nosso novo sistema recém instalado:

# arch-chroot /mnt

Neste estágio da instalação, você configurará arquivos primários na base do seu Arch Linux. Estes podem ser criados caso existam ou não, ou editados caso deseje mudar a configuração padrão.

Entender todos os passos descritos é de suma importancia para garantir a configuração perfeita do sistema.

Localização(locale)

Localizações utilizadas pela glibc e outros programas e bibliotecas com tal capacidade para renderizar texto, mostrarão de forma correta opções regionais monetárias, de formato de data, de idiossincrasia, e outros padrões específicos de cada localidade.

Dois arquivos precisam ser editados: locale.gen e locale.conf.

  • O arquivo locale.gen é limpo por padrão(todas linhas comentadas) e você precisará remover o # das linhas desejadas. Você deverá descomentar mais linhas que apenas o Inglês (US), assim que escolher a codificação UTF-8: encoding:
# nano /etc/locale.gen
en_US.UTF-8 UTF-8
pt_BR.UTF-8 UTF-8
# locale-gen

Este comando irá rodar em cada atualização de glib, gerando novamente todas as localizações configuradas no /etc/locale.gen.

  • O arquivo locale.conf não existe por padrão. Configurar a variável LANG será o suficiente. Esta variável será utilizada como padrão por outras variáveis
# echo LANG=pt_BR.UTF-8 > /etc/locale.conf
# export LANG=pt_BR.UTF-8

Para usar outras variáveis do tipo LC_*, primeiro rode o comando locale para verificar as opções disponíveis. Um exemplo avançado pode ser encontrado aqui.

Warning: O uso da variável LC_ALL é desencorajado por sobrepor tudo.

Fontes de console e Mapa de teclado

Se você alterou o mapa do teclado no inicio do processo de instalação, recarregue tal configuração novamente pois seu ambiente mudou. Exemplo:


# loadkeys br-abnt2
# setfont Lat2-Terminus16

Para utilizadores de outras comunidades lusófonas:

# loadkeys pt-latin9
# setfont Lat2-Terminus16

Para que tais configurações persistam após um reboot, edite o arquivo vconsole.conf:

# nano /etc/vconsole.conf
KEYMAP=br-abnt2
FONT=Lat2-Terminus16
FONT_MAP=
  • KEYMAP – Tenha em mente que esta configuração é válida apenas para as suas TTYs, e não para gerenciadores gráficou ou seu Xorg.
  • FONT – Fontes disponíveis estão localizadas em /usr/share/kbd/consolefonts/. A fonte padrão é livre de falhas, porém, pode fazer com que caracteres estrangeiros apareçam como quadrados ou outros símbolos. É recomandado a fonte Lat2-Terminus16 pois de acordo com o /usr/share/kbd/consolefonts/README.Lat2-Terminus16, suporta "todos as linguagens l10".
  • FONT_MAP – Mapa de console a ser carregado durante o boot. Leia man setfont. O padrão(em branco) é seguro

Veja See fontes de console e man vconsole.conf para maiores informações.

Fuso Horário

Os fusos horário disponíveis podem ser encontrados nos diretórios /usr/share/zoneinfo/<Zona>/<SubZona>

Para visualizar uma <Zona> disponível, liste o conteúdo de /usr/share/zoneinfo/:

# ls /usr/share/zoneinfo/

De forma similar, a informação de uma <SubZona> pode ser obtida:

# ls /usr/share/zoneinfo/Europe

Crie um link simbólico para /etc/localtime com origem no seu fuso horário seguindo o padrão /usr/share/zoneinfo/<Zona>/<SubZona> .

Examplo:

# ln -s /usr/share/zoneinfo/America/Sao_Paulo /etc/localtime


Select Packages

All packages during installation are from the [core] repository. They are further divided into Base, and Base-devel. Package information and brief descriptions are available here.

First, select the package category:

Note: For expedience, all packages in base are selected by default. Use the space-bar to select and de-select packages.
Base 
Packages from the [core] repo to provide the minimal base environment. Always select this and only remove packages that will not be used.
Base-devel 
Extra tools from [core] such as make, and automake. Most beginners should choose to install it, as many will probably need it later.

After category selection, you will be presented with the full lists of packages, allowing you to fine-tune your selections. Use the space bar to select and unselect.

Note: If connection to a wireless network is required, remember to select and install the wireless_tools package. Some wireless interfaces also need ndiswrapper and/or a specific firmware. If you plan to use WPA encryption, you will need wpa_supplicant. The Wireless Setup page will help you choose the correct packages for your wireless device. Also strongly consider installing netcfg, which will help you set up your network connection and profiles after you reboot into your new system.

After selecting the needed packages, leave the selection screen and continue to the next step, Install Packages.

Install Packages

Install Packages will install the selected packages to your new system. If you selected a CD/USB as the source, package versions from the CD/USB will be installed. If you opted for a Netinstall, fresh packages will be downloaded from the internet and installed.

Note: In some installers, you will be asked if you wish to keep the packages in the pacman cache. If you choose 'yes', you will have the flexibility to downgrade to previous package versions in the future, so this is recommended (you can always clear the cache in the future).

After the packages have been downloaded, the installer will check their integrity. Next it will create the kernel from the packages downloaded.

Configure the System

Tip: Closely following and understanding these steps is of key importance to ensure a properly configured system.

At this stage of the installation, you will configure the primary configuration files of your Arch Linux base system. Previous versions of the installer included hwdetect to gather information for your configuration. This has been deprecated and replaced with udev, which should handle most module loading automatically at boot.

Now you will be asked which text editor you want to use; choose nano, joe or vi. nano is generally considered the easiest of the three. Please see the releated wiki pages of the editor you wish to use for instructions on how to use them. You will be presented with a menu including the main configuration files for your system.

Note: It is very important at this point to edit, or at least verify by opening, every configuration file. The installer script relies on your input to create these files on your installation. A common error is to skip over these critical steps of configuration.

Can the installer handle this more automatically?

Hiding the process of system configuration is in direct opposition to The Arch Way. While it is true that recent versions of the kernel and hardware probing tools offer excellent hardware support and auto-configuration, Arch presents the user all pertinent configuration files during installation for the purposes of transparency and system resource control. By the time you have finished modifying these files to your specifications, you will have learned the simple method of manual Arch Linux system configuration and become more familiar with the base structure, leaving you better prepared to use and maintain your new installation productively.

/etc/rc.conf

Arch Linux uses the file /etc/rc.conf as the principal location for system configuration. This one file contains a wide range of configuration information, principally used at system startup. As its name directly implies, it also contains settings for and invokes the /etc/rc* files, and is, of course, sourced by these files.


LOCALIZATION section
Example for LOCALIZATION:
LOCALE="en_US.utf8"
DAEMON_LOCALE="no"
HARDWARECLOCK="localtime"
TIMEZONE="US/Eastern"
KEYMAP="us"
CONSOLEFONT=
CONSOLEMAP=
USECOLOR="yes"
VERBOSE="3"
LOCALE 
This sets your system locale, which will be used by all i18n-aware applications and utilities. You can get a list of the available locales by running locale -a from the command line. This setting's default is usually fine for US English users. However if you experience any problems such as some characters not printing right and being replaced by squares you may want to go back and replace "en_US.utf8" with just "en_US".
DAEMON_LOCALE 
Specifies whether or not to use the daemon locale (with "yes" or "no"). Will use the environment variable $LOCALE as the value of the locale if specified as "yes", otherwise will use the C locale (if left at the default value of "no").
HARDWARECLOCK 
Specifies whether the hardware clock, which is synchronized on boot and on shutdown, stores UTC time, or localtime. UTC is recommended because it greatly simplifies changing timezones and daylight savings time [3].
TIMEZONE 
Specify your TIMEZONE. (All available zones are under /usr/share/zoneinfo/).
KEYMAP 
The available keymaps are in /usr/share/kbd/keymaps. Please note that this setting is only valid for your TTYs, not any graphical window managers or X.
CONSOLEFONT 
Available console fonts reside under /usr/share/kbd/consolefonts/ if you must change. The default (blank) is safe.
CONSOLEMAP 
Defines the console map to load with the setfont program at boot. Possible maps are found in /usr/share/kbd/consoletrans, if needed. The default (blank) is safe.
USECOLOR 
Select "yes" if you have a color monitor and wish to have colors in your consoles.
VERBOSE 
Level of verbosity, on a scale of 1 to 8.

HARDWARE Section
Example for HARDWARE:
# Scan hardware and load required modules at boot
MOD_AUTOLOAD="yes"
MODULES=(loop)
MOD_AUTOLOAD 
Setting this to "yes" will use udev to automatically probe hardware and load the appropriate modules during boot, (convenient with the default modular kernel). Setting this to "no" will rely on the user's ability to specify this information manually, or compile their own custom kernel and modules, etc.
MODULES 
Specify additional MODULES if you know that an important module is missing. If your system has any floppy drives, add "floppy". If you will be using loopback filesystems, add "loop".

/etc/locale.gen

The /usr/sbin/locale-gen command reads from /etc/locale.gen to generate specific locales. They can then be used by glibc and any other locale-aware program or library for rendering text, correctly displaying regional monetary values, time and date formats, alphabetic idiosyncrasies, and other locale-specific standards.

By default /etc/locale.gen is an empty file with commented documentation. Once edited, the file remains untouched. locale-gen runs on every glibc upgrade, generating all the locales specified in /etc/locale.gen.

Choose the locale(s) you need (remove the # in front of the lines you want), e.g.:

en_US ISO-8859-1
en_US.UTF-8

The installer will now run the locale-gen script, which will generate the locales you specified. You may change your locale in the future by editing /etc/locale.gen and subsequently running 'locale-gen' as root.

Note: If you fail to choose your locale, this will lead to a "The current locale is invalid..." error. This is perhaps the most common mistake by new Arch users.

Pacman-Mirror

Choose a mirror repository for pacman. Remember that archlinux.org is throttled, limiting downloads to 50KB/s. Check Mirrors for more details about selecting a pacman mirror.

Root password

Finally, set a root password and make sure that you remember it later. Return to the main menu and continue with installing bootloader.

Done

When you select "Done", the system will rebuild the images and put you back to the Main Menu. This may take some time.

Install Bootloader

Because we have no secondary operating system in our example, we will need a bootloader. GRUB is the recommended bootloader and will be used in the following examples. Alternatively, you may choose LILO or Syslinux. Please see the related wiki and documentation pages if you choose to use a bootloader other than GRUB.

The provided GRUB configuration (/boot/grub/menu.lst) should be sufficient, but verify its contents to ensure accuracy (specifically, ensure that the root (/) partition is specified by UUID on line 3). You may want to alter the resolution of the console by adding a vga=<number> kernel argument corresponding to your desired virtual console resolution. (A table of resolutions and the corresponding numbers is printed in the menu.lst.)

Explanation:

title 
A printed menu selection. "Arch Linux (Main)" will be printed on the screen as a menu selection.
root 
GRUB's root; the drive and partition where the kernel (/boot) resides, according to system BIOS. (More accurately, where GRUB's stage2 file resides). NOT necessarily the root (/) file system, as they can reside on separate partitions. GRUB's numbering scheme starts at 0, and uses an hdx,x format regardless of IDE or SATA, and enclosed within parentheses. The example indicates that /boot is on the first partition of the first drive, according to the BIOS, so (hd0,0).
kernel 
This line specifies:
  • The path and filename of the kernel relative to GRUB's root. In the example, /boot is merely a directory residing on the same partition as / and vmlinuz26 is the kernel filename; /boot/vmlinuz26. If /boot were on a separate partition, the path and filename would be simply /vmlinuz26, being relative to GRUB's root.
  • The root= argument to the kernel statement specifies the partition containing the root (/) directory in the booted system, (more accurately, the partition containing /sbin/init). An easy way to distinguish the 2 appearances of 'root' in /boot/grub/menu.lst is to remember that the first root statement informs GRUB where the kernel resides, whereas the second root= kernel argument tells the kernel where the root filesystem (/) resides.
  • Kernel options. In our example, ro mounts the filesystem as read-only during startup, (usually a safe default; you may wish to change this in case it causes problems booting). Depending on hardware, rootdelay=8 may need to be added to the kernel options in order to be able to boot from an external usb hard drive.
initrd 
The path and filename of the initial RAM filesystem relative to GRUB's root. Again, in the example, /boot is merely a directory residing on the same partition as / and kernel26.img is the initrd filename; /boot/kernel26.img. If /boot were on a separate partition, the path and filename would be simply /kernel26.img, being relative to GRUB's root.

Example

title  Arch Linux (Main)
root   (hd0,0)
kernel /boot/vmlinuz26 root=/dev/sda1 ro
initrd /boot/kernel26.img

Example for /boot on a separate partition

title  Arch Linux (Main)
root   (hd0,0)
kernel /vmlinuz26 root=/dev/sda3 ro
initrd /kernel26.img

Install the GRUB bootloader to the master boot record (/dev/sda in our example).

Warning: Make sure to install GRUB on /dev/sdX and not /dev/sdX#! This is a common mistake.
Tip: For more details, see the GRUB wiki page.

Reboot

That's it; You have configured and installed your Arch Linux base system. Exit the install, and reboot:

# reboot
Tip: Be sure to remove the installation media and perhaps change the boot preference in your BIOS; otherwise you may boot back into the installation!

Este documento irá guiá-lo no processo de instalação Arch Linux usando o Arch Install Scripts. Antes de instalar, é recomendável ler rapidamente o FAQ (Português). Consulte Beginners' guide (Português) para um guia de instalação mais detalhado.

Arch wiki é um excelente recurso e deve ser consultado para as primeiras questões. O canal IRC (irc://irc.freenode.net/#archlinux), e o [4] também estão disponíveis se a resposta não puder ser encontrada em outro lugar. Além disso, não esqueça de verificar as páginas man para qualquer comando não familiarizado, o que normalmente pode ser invocado com man command.

Download

Baixe a nova mídia ISO Arch Linux em Arch Linux download page.

  • Uma única imagem é fornecida, que pode ser iniciada de forma "live" em sistemas i686 e x86_64 para instalar Arch Linux através da rede. A mídia que contém o repositório [core] não são mais fornecidas.
  • Instale imagens que sejam assinadas e é altamente recomendável verificar a sua assinatura antes do uso: isso pode ser feito baixando o arquivo .sig da página de download (ou um dos espelhos listados lá) para o mesmo diretório do arquivo .iso e usando pacman-key -v iso-file.sig.
  • A imagem pode ser queimada para um CD, montada como um arquivo ISO, ou diretamente gravados em um pen drive. Destina-se só para novas instalações, um sistema Arch Linux existente pode ser sempre atualizado com pacman -Syu.

Instalação

Layout do teclado

Para a maioria dos países, os tipos de mapeamentos de teclado já estão disponíveis, e um comando como loadkeys uk pode fazer o que quer. Mais arquivos de mapeamento de teclado podem ser encontrados em /usr/share/kbd/keymaps/ (você pode omitir o caminho e arquivo de extensão keymap ao usar loadkeys).

Partição de discos

Consulte partitioning para detalhes.

Se deseja criar quaisquer blocos de dispositivos como LVM, LUKS, ou RAID, faça agora.

Formatar as partições

Consulte File Systems para detalhes.

Se você usa (U)EFI provavelmente você vai precisar de uma outra partição para hospedar o sistema de partição UEFI. Leia Crie uma partição de sistema UEFI no Linux.

Montar as partições

Agora temos de montar a partição root em /mnt.Também deve criar diretórios para e montar outras partições (/mnt/boot, /mnt/home, ...) e monte sua partição swap se quiser que seja detectada pelo genfstab.

Conectar-se à internet

Um serviço DHCP já está ativado para todos os dispositivos disponíveis. Se você precisa configurar um IP estático ou usar ferramentas de gerenciamento, como o Netctl, você deveria parar este serviço primeiro: systemctl stop dhcpcd.service. Para maiores informações, leia configuring network.

Rede sem fio

Execute wifi-menu para configurar sua rede sem fio. Para detalhes, consulte Wireless network configuration e Netctl.

Instalar o sistema base

Antes de instalar, talvez você queira editar /etc/pacman.d/mirrorlist de tal modo que seu espelho preferido seja o primeiro. Esta cópia da lista de espelhos será instalado em seu novo sistema pelo pacstrap, então vale a pena fazer direito.

Usando o script pacstrap instalamos o sistema básico

# pacstrap /mnt base

Outros pacotes podem ser instalados adicionando seus nomes no comando acima (separados por espaço), incluindo o gerenciador de boot, se quiser.

Configurar o sistema

  • Gerar um fstab com o seguinte comando (se preferir use UUIDs ou labels, adicione a opção -U ou -L, respectivamente):
# genfstab -p /mnt >> /mnt/etc/fstab
  • chroot em nosso sistema recém-instalado:
# arch-chroot /mnt
  • Escreva seu hostname em /etc/hostname.
  • Symlink /etc/localtime para /usr/share/zoneinfo/Zone/SubZone. Substitua Zone e Subzone em seu liking. Por exemplo:
# ln -s /usr/share/zoneinfo/America/Sao_Paulo /etc/localtime
  • Descomente o local selecionado em /etc/locale.gen e gere-o com locale-gen.
  • Defina a preferência locale em /etc/locale.conf.
  • Adicione a preferência console keymap e font em /etc/vconsole.conf
  • Configure /etc/mkinitcpio.conf conforme necessário (veja mkinitcpio) e crie um disco RAM inicial com:
# mkinitcpio -p linux

Instalar e configurar um gerenciador de boot

Você pode escolher entre GRUB ou Syslinux.

GRUB

  • Para BIOS:
# arch-chroot /mnt pacman -S grub-bios
  • Para EFI(e em raros casos você precisará instalar grub-efi-i386 ao invés de x86_64):
# arch-chroot /mnt pacman -S /mnt grub-efi-x86_64


Syslinux

# arch-chroot /mnt pacman -S syslinux

Desmontar e reiniciar

Se você ainda está no ambiente chroot digite exit ou pressione Ctrl+D para sair. Anteriormente montamos as partições em /mnt. Nesta etapa vamos desmontá-las:

# umount /mnt/{boot,home,}

Agora reinicie e então faça a autenticação no seu novo sistema com a conta root.

Pós-instalação

Configure o pacman

Edite /etc/pacman.conf e configure as opções, assim como os repositórios que deseja.

Veja Pacman e Official repositories para mais detalhes.


Atualizando o sistema

A partir deste ponto, é aconselhavel que você atualize o sistema.

Veja atualizando os pacotes para maiores instruções.

Gerenciamento de usuários

Adicione as contas de usuário que você precisa além do conta root, como descrito em User management. Não é recomendável usar a conta root para uso normal, ou expô-la via SSH em um servidor. A conta root só deve ser usada para tarefas administrativas.

Gerenciamento de pacotes

Consulte pacman e FAQ#Package management para respostas sobre a instalação, atualização e gerenciamento de pacotes.

Gerenciamento de serviços

Arch Linux usa systemd (Português) como init, que é um sistema e gerenciador de serviços para Linux. Para manter sua instalação do Arch Linux, é recomendável aprender o básico sobre o assunto. Interação com systemd é feito via comando systemctl. Leia Uso_básico_systemctl para maiores informações.

Som

Instale o alsa-utils (que contém alsamixer) e siga as instruções these.

ALSA está incluído no kernel e é recomendado. Se não funcionar, OSS é uma alternativa viável. Se houver requisitos avançadas de áudio, dê uma olhada no Sound system para uma visão geral de vários artigos.

Driver de Video

O kernel do Linux inclui drivers de vídeo de código aberto e suporte para hardware framebuffers. No entanto, é necessário o suporte em nível usuário para OpenGL e aceleração 2D no X11.

Se você não sabe qual o chipset de vídeo que está disponível no seu computador, execute:

$ lspci | grep VGA

Para obter uma lista completa de drivers de vídeo de código aberto, procure o banco de dados do pacote:

$ pacman -Ss xf86-video | less

O driver vesa é um controlador de definição de modo genérico, que irá trabalhar com quase todas as GPU, mas não fornecerá nenhuma aceleração 2D ou 3D. Se um driver preferível não puder ser localizado ou falhar ao carregar, Xorg voltará para o vesa. Para instalá-lo:

# pacman -S xf86-video-vesa


Para aceleração de vídeo funcionar, e muitas vezes para mostrar todos os modos de definição da GPU, um driver de vídeo adequado é necessário:

Marca Tipo Driver Pacote Multilib
(para aplicativos 32-bit em Arch x86_64)
Documentação
AMD/ATI Código aberto xf86-video-ati lib32-ati-dri[broken link: replaced by lib32-mesa] ATI
Proprietário catalyst-dkmsAUR lib32-catalyst-utilsAUR AMD Catalyst
Intel Código aberto xf86-video-intel lib32-intel-dri[broken link: replaced by lib32-mesa] Intel graphics
Nvidia Código aberto xf86-video-nouveau lib32-nouveau-dri[broken link: replaced by lib32-mesa] Nouveau
xf86-video-nv (driver legacy)
Proprietário nvidia lib32-nvidia-utils NVIDIA
nvidia-304xx lib32-nvidia-304xx-utils

Servidor de exibição

O Sistema X Window (geralmente X11, ou X) é uma rede e protocolo de exibição que fornece janelas em bitmap. É o padrão de fato para implementação de interfaces gráficas de usuário. Consulte o artigo Xorg para obter mais detalhes.

Wayland é um novo protocolo de servidor de exibição e a implementação de referência Weston está disponível. Há muito pouco suporte de aplicações nesta fase inicial de desenvolvimento.

Fontes

Você pode querer instalar um conjunto de fontes TrueType, como somente não escalar fontes bitmap que são incluídas por padrão. DejaVu é um conjunto de alta qualidade, as fontes de uso geral com boa cobertura Unicode:

# pacman -S ttf-dejavu

Consulte Font configuration para saber como configurar a renderização de fontes e Fonts para sugestões de fonte e instruções de instalação.

Apêndice

Para uma lista de aplicativos que podem ser do seu interesse, veja a List of applications.

Consulte General recommendations para tutoriais de pós-instalação, como confirar touchpad ou fonte de renderização.