systemd (Português)

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Status de tradução: Esse artigo é uma tradução de Systemd. Data da última tradução: 2019-01-27. Você pode ajudar a sincronizar a tradução, se houver alterações na versão em inglês.

De página web do projeto:

Systemd é um sistema e gerenciador de serviços para Linux, compatível com os scripts de inicializações SysV e LS. Systemd fornece recursos de paralelização agressivos, usa socket e ativação D-Bus para iniciar serviços, oferece o início de daemons on-demand, mantém o registro de processos usando grupos de controle Linux, suporte snapshotting e restauração do estado do sistema, preserva pontos de montagens e automontagens e implementa uma lógica de controle elaborado transacional baseada em dependência de serviço. O systemd oferece suporte scripts de init SysV e LSB e funciona como um substituto para o sysvinit. Outras partes incluem um daemon de registro, utilitários para controlar a configuração básica do sistema como o nome do host, data, local, manter uma lista de usuários logados e executar contêineres e máquinas virtuais, contas do sistema, diretórios e configurações de tempo de execução e daemons para gerenciar configuração de redes simples, sincronização de tempo de rede, encaminhamento de log e resolução de nomes.
Nota: Para uma explicação detalhada do porquê Arch migrou para o systemd, consulte esta mensagem do fórum internacional.

Uso básico do systemctl

O principal comando usado para introspecção e controle systemd é systemctl. Alguns de seus usos são examinando o estado do sistema e gerenciando o sistema e serviços. Consulte systemctl(1) para mais detalhes.

Dica:
  • Você pode usar todos os comandos de systemctl abaixo com a opção -H usuário@host para controlar uma instância de systemd em uma máquina remota. Isso usará SSH para se conectar uma instância remota systemd.
  • Usuários de Plasma podem instalar systemd-kcmAUR como um frontend gráfico para systemctl. Após a instalação, o módulo será adicionar sob Administração de sistema.

Analisando o estado do sistema

Mostre status do sistema usando:

$ systemctl status

Liste units em execução:

$ systemctl

ou:

$ systemctl list-units

Liste units que falharam:

$ systemctl --failed

Os arquivos units disponíveis podem ser vistos em /usr/lib/systemd/system/ e /etc/systemd/system/ (este último tem precedência). Liste os arquivos unit instalados com:

$ systemctl list-unit-files

Mostre slice de cgroup, memória e pai de um PID:

$ systemctl status pid

Usando units

As units podem ser, por exemplo, serviços (.service), pontos de montagem (.mount), dispositivos (.device) ou soquetes (.socket).

Quando usa systemctl, você geralmente tem que especificar o nome completo do arquivo unit, incluindo o sufixo, por exemplo sshd.socket. No entanto, existem algumas formas curtas de especificar a unit nos seguintes comandos systemctl:

  • Se você não especificar o sufixo, systemctl presumirá .service. Por exemplo, netctl e netctl.service são equivalentes.
  • Os pontos de montagem serão automaticamente convertidos para a unit .mount adequada. Por exemplo, especificar /home equivale a home.mount.
  • Similar aos pontos de montagem, dispositivos são automaticamente convertidos para a unit .device adequada, portanto, especificar /dev/sda2 equivale a dev-sda2.device.

Veja systemd.unit(5) para detalhes.

Nota: Alguns nomes de unit contêm um sinal @ (por exemplo, nome@string.service): isso significa que eles são instâncias de uma unit modelo (em inglês, template), cujo nome real do arquivo não contém a parte string (por exemplo, nome@.service). string é chamado de identificador de instância (em inglês, instance identifier) e é semelhante a um argumento que é passado para a unit modelo quando chamado com o comando systemctl: no arquivo unit, ele irá substituir o especificador %i.

Para ser mais preciso, antes de tentar instanciar a unit modelo nome@.suffix, o systemd vai, na verdade, procurar por uma unit com o nome de arquivo exato nome@string.sufixo, embora por convenção tal "conflito" ocorra raramente, ou seja, a maioria dos arquivos unit contendo um sinal @ são destinados a serem um modelo. Além disso, se uma unit modelo for chamada sem um identificador de instância, ela falhará, pois o especificador %i não conseguirá ser substituído.

Dica:
  • A maioria dos comandos a seguir também funciona se várias units forem especificadas; veja systemctl(1) para obter mais informações.
  • A opção --now pode ser usada em conjunto com enable, disable e mask para iniciar, parar ou mascarar, respectivamente, imediatamente a unit em vez de após reinicializar.
  • Um pacote pode oferecer units para diferentes finalidades. Se você acabou de instalar um pacote, pacman -Qql pacote | grep -Fe .service -e .socket pode ser usado para verificar e localizá-las.

Inicia uma unit imediatamente:

# systemctl start unit

Para uma unit imediatamente:

# systemctl stop unit

Reinicia uma unit:

# systemctl restart unit

Pede a uma unit para recarregar sua configuração:

# systemctl reload unit

Mostra o status de uma unit, inclusive se estiver em execução ou não:

$ systemctl status unit

Verifica se a unit já está habilitada ou não:

$ systemctl is-enabled unit

Habilita uma unit para ser iniciada na inicialização:

# systemctl enable unit

Habilita uma unit para ser iniciada na inicialização e inicia-a imediatamente:

# systemctl enable --now unit

Desabilita uma unit para não ser iniciada durante a inicialização:

# systemctl disable unit

Mascara uma unit para tornar impossível iniciá-la (Tanto manualmente quanto como uma dependência, o que torna mascaragem perigoso):

# systemctl mask unit

Desmascara uma unit:

# systemctl unmask unit

Mostra a página de manual associado a uma unit (tem que haver suporte no arquivo da unit):

$ systemctl help unit

Recarrega gerenciador de configuração do systemd , procurando por units novas e modificadas:

Nota: Isso não solicita que as units alteradas recarreguem suas próprias configurações. Veja o exemplo de reload acima.
# systemctl daemon-reload

Gerenciamento de energia

polkit é necessário para o gerenciamento de energia como um usuário sem privilégios. Se você está em uma sessão de usuário local systemd-logind e nenhuma outra sessão está ativa, os seguintes comandos funcionarão sem privilégios de root. Se não (por exemplo, porque outro usuário está conectado em um tty), systemd vai automaticamente pedir a senha de root.

Desliga e reinicia o sistema:

$ systemctl reboot

Desliga e encerra o sistema:

$ systemctl poweroff

Suspende o sistema:

$ systemctl suspend

Coloca o sistema em modo de hibernação:

$ systemctl hibernate

Coloca o sistema em modo de suspensão híbrida:

$ systemctl hybrid-sleep

Escrevendo arquivos unit

A sintaxe de arquivos unit do systemd é inspirada nos arquivos .desktop da XDG Desktop Entry Specification, que por sua vez são inspirados nos arquivos .ini do Microsoft Windows. Os arquivos unit são carregados de vários localizações (para ver a lista completa, execute systemctl show --property=UnitPath), mas os principais são (listados da menor para a mais alta precedência):

  • /usr/lib/systemd/system/: units fornecidas por pacotes instalados
  • /etc/systemd/system/: units instaladas pelo administrador do sistema
Nota:
  • Os caminhos de carregamento são completamente diferentes quando se está executando systemd em modo usuário.
  • Nomes de unit do systemd só podem conter caracteres alfanuméricos, sublinhados e pontos. Todos outros caracteres devem ser substituídos por escapes no estilo C "\x2d" ou deve-se empregar suas semânticas predefinidas ('@', '-'). Veja systemd.unit(5) e systemd-escape(1) para mais informações.

Veja as units instaladas por seus pacotes para exemplos, bem como a seção de exemplos comentados de systemd.service(5).

Dica: Comentários prefixados com # também podem ser usados em arquivos units, mas apenas em novas linhas. Não use comentários em fim de linha após parâmetros do systemd ou a unidade não conseguirá ativar.

Manuseando dependências

Com o systemd, dependências podem ser resolvidas através da concepção de arquivos unit corretamente. O caso mais típico é a unit A requerer a unit B para ser executada antes da A ser iniciada. Nesse caso, adicione Requires=B e After=B para a seção [Unit] de A. Se a dependência for opcional, então adicione Wants=B e After=B. Nota que Wants= e Requires= não implicam After=, significando que se After= não for especificado, as duas units serão iniciada em paralelo.

Dependências são normalmente colocadas em serviços e não em #Targets. Por exemplo, o network.target é puxado por qualquer serviço que configure as interfaces de rede, portanto, ordenando a sua unit personalizada depois disso é o bastante desde que network.target é iniciado de qualquer maneira.

Tipos de serviços

Há vários tipos de execução diferentes a considerar quando se escreve um arquivo de serviço personalizado. Isso é definido com o parâmetro Type= na seção [Service]:

  • Type=simple (padrão): systemd considera que o serviço seja iniciado imediatamente. O processo não deve fazer fork. Não use este tipo se outros serviços precisarem ser ordenados neste serviço, a menos que seja socket ativado.
  • Type=forking: systemd considera que o serviço iniciou uma vez que o processo fez fork e o pai encerrou. Para daemons clássicos, use este tipo a menos que você saiba que ele não é necessário. Você deve especificar PIDFile= também, de forma que o systemd possa acompanhar o processo principal.
  • Type=oneshot: este é útil para os scripts que fazem um trabalho único e, em seguida, saem. Você pode querer definir RemainAfterExit=yes também para que systemd ainda considere o serviço como ativo depois que o processo foi encerrado.
  • Type=notify: idêntico ao Type=simple, mas com a condição de que o servidor enviará um sinal para systemd quando estiver pronto. A implementação de referência para essa notificação é fornecida por libsystemd-daemon.so.
  • Type=dbus: o serviço é considerado pronto quando o BusName especificado aparece no barramento do sistema do DBus.
  • Type=idle: systemdvai atrasar a execução do binário do serviço até todos os trabalhos serem despachados. Além desse comportamento, é muito similar a Type=simple.

Veja a página man systemd.service(5) para uma explicação mais detalhada dos valores de Type.

Editando units fornecidas

Para evitar conflitos com o pacman, arquivos unit fornecidos por pacotes não devem ser editados diretamente. Há duas formas seguras de modificar um unit sem tocar no arquivo original: crie um novo arquivo unit que se sobreponha ao unit original ou crie trechos drop-in que são aplicados sobre o unit original. Para ambos métodos, você deve recarregar o unit em seguida para aplicar suas alterações. Isso pode ser feito editando o unit com systemctl edit (que recarrega o unit automaticamente) ou recarregando todos os units com:

# systemctl daemon-reload
Dica:
  • Você pode usar systemd-delta para ver quais arquivos units foram sobrepostos ou estendidos e o que exatamente foi alterado.
  • Use systemctl cat unit para ver o conteúdo de um arquivo unit e todos os trechos drop-in associados.

Arquivos unit de substituição

Para substituir o arquivo unit /usr/lib/systemd/system/unit, crie o arquivo /etc/systemd/system/unit e reabilite o unit para atualizar os links simbólicos:

# systemctl reenable unit

Alternativamente, execute:

# systemctl edit --full unit

Isso abre /etc/systemd/system/unit em seu editor (copiando a versão instalada se ela não existir ainda) e automaticamente a recarrega quando você finaliza a edição.

Nota: As units de substituição continuarão sendo usadas mesmo que o Pacman atualize as units originais no futuro. Esse método dificulta a manutenção do sistema e, portanto, a próxima abordagem é a preferível.

Arquivos drop-in

Para criar arquivos drop-in para o arquivo de unidade /usr/lib/systemd/system/unit, crie o diretório /etc/systemd/system/unit.d/ e coloque arquivos .conf para substituir ou adicionar novas opções. systemd analisará e aplicará esses arquivos sobre a unit original.

A forma mais fácil de fazer isso é executar:

# systemctl edit unit

Isso abre o arquivo /etc/systemd/system/unit.d/override.conf em seu editor de texto (criando-o, se necessário) e recarrega automaticamente a unit quando você finalizar a edição.

Nota: Nem todas as chaves podem ser substituídas por arquivos drop-in. Por exemplo, para alterar Conflicts= um arquivo de substituição é necessário.

Reverter para versão do vendor

Para reverter quaisquer alterações a uma unit feita usando systemctl edit faça:

# systemctl revert unit

Exemplos

Por exemplo, se você só quiser adicionar uma dependência adicional a uma unit, basta criar o seguinte arquivo:

/etc/systemd/system/unit.d/dependenciapesonalizada.conf
[Unit]
Requires=nova dependência
After=nova dependência

Como outro exemplo, para substituir a diretiva ExecStart para uma unit que não é do tipo oneshot, crie o seguinte arquivo:

/etc/systemd/system/unit.d/execpersonalizado
[Service]
ExecStart=
ExecStart=novo comando

Note como ExecStart deve ser limpado antes de reatribuir [1]. O mesmo ocorre para todo item que pode ser especificado várias vezes, como OnCalendar para timers.

Mais um exemplo para reiniciar automaticamente um serviço:

/etc/systemd/system/unit.d/reiniciar.conf
[Service]
Restart=always
RestartSec=30

Targets

O systemd usa targets que servem a um propósito semelhante, como níveis de execução, mas agem um pouco diferente. Cada target é nomeado em vez de numerado e destina-se a servir uma finalidade específica com a possibilidade de ter múltiplos ativos ao mesmo tempo. Alguns targets são implementados herdando todos os serviços de outro target e adicionando serviços adicionais a ele. Há targets do systemd que imitam os níveis de execução SystemVinit comuns para que possa mudar targets usando o comando familiar telinit RUNLEVEL.

Obter targets atuais

O comando deve ser no systemd em vez de executar runlevel:

$ systemctl list-units --type=target

Criar target personalizado

Os níveis de execução que tinham um significado definido no sysvinit (ex.: 0, 1, 3, 5 e 6) têm um mapeamento 1:1 com um target de systemd específico. Infelizmente, não há nenhuma boa forma de fazer o mesmo com os níveis de execução definidos pelo usuário, como 2 e 4. Se você fizer uso deles é sugerido que você faça um target de systemd com um novo nome como /etc/systemd/system/seu target que leva um dos níveis de execução existentes como base (você pode examinar /usr/lib/systemd/system/graphical.target como um exemplo), crie um diretório /etc/systemd/system/seu target.wants, e então faça um link simbólico dos serviços adicionais de /usr/lib/systemd/system/ que você deseja ativar.

Mapeamento entre níveis do SysV e targets do systemd

Nível de execução do SysV Target do systemd Notas
0 runlevel0.target, poweroff.target Interrrompe o sistema.
1, s, único runlevel1.target, rescue.target Modo de usuário único.
2, 4 runlevel2.target, runlevel4.target, multi-user.target Níveis de execução User-defined/Site-specific. Por padrão, idêntico ao 3.
3 runlevel3.target, multi-user.target Multi-usuário, não-gráfico. Os usuários geralmente podem acessar através de múltiplos consoles ou via rede.
5 runlevel5.target, graphical.target Multi-usuário, gráfico. Normalmente tem todos os serviços do nível de execução 3, mais um login gráfico.
6 runlevel6.target, reboot.target Reiniciar
emergência emergency.target Shell de emergência

Alterar target atual

No systemd, targets são expostos via units de targets. Você pode alterá-los assim:

# systemctl isolate graphical.target

Isso só vai mudar o target atual, e não tem nenhum efeito na próxima inicialização. É equivalente aos comandos como telinit 3 ou telinit 5 no Sysvinit.

Alterar target padrão para inicializar

O target padrão é default.target, que é um link simbólico para graphical.target. Basicamente, ele corresponde ao antigo nível de execução 5.

Para verificar o target atual com systemctl:

$ systemctl get-default

Para alterar o target padrão a ser inicializado, altere o link simbólico default.target. Com systemctl:

# systemctl set-default multi-user.target
Removed /etc/systemd/system/default.target.
Created symlink /etc/systemd/system/default.target -> /usr/lib/systemd/system/multi-user.target.

Alternativamente, acrescente um dos seguintes parâmetros de kernel a seu gerenciador de boot:

  • systemd.unit=multi-user.target (que basicamente corresponde ao antigo nível de execução 3),
  • systemd.unit=rescue.target (que basicamente corresponde ao antigo nível de execução 1).

Ordem de target padrão

O systemd escolher o default.target conforme a ordem a seguir:

  1. Parâmetro de kernel mostrado acima
  2. Link simbólico de /etc/systemd/system/default.target
  3. Link simbólico de /usr/lib/systemd/system/default.target

Arquivos temporários

"O systemd-tmpfiles cria, exclui e limpa arquivos e diretórios voláteis e temporários". Ele lê arquivos de configuração em /etc/tmpfiles.d/ e /usr/lib/tmpfiles.d/ para descobrir que ações devem ser realizadas. Os arquivos de configuração no primeiro diretório têm precedência sobre o segundo.

Os arquivos de configuração são geralmente fornecidos junto com arquivos de serviço e são nomeados no estilo de /usr/lib/tmpfiles.d/programa.conf. Por exemplo, o daemon do Samba espera que o diretório /run/samba exista e tenha as permissões corretas. Portanto, o pacote samba vem com essa configuração:

/usr/lib/tmpfiles.d/samba.conf
D /run/samba 0755 root root

Os arquivos de configuração também podem ser usados para escrever valores em determinados arquivos na inicialização. Por exemplo, se você usa /etc/rc.local para desativar ativação de dispositivos USB com echo USBE > /proc/acpi/wakeup, você pode usar o seguinte tmpfile:

/etc/tmpfiles.d/disable-usb-wake.conf
#    Path                  Mode UID  GID  Age Argument
w    /proc/acpi/wakeup     -    -    -    -   USBE

Veja as páginas man systemd-tmpfiles(8) e tmpfiles.d(5) para detalhes.

Nota: Este método pode não funcionar para definir as opções em /sys uma vez que o serviço systemd-tmpfiles-setup pode ser executado antes dos módulos de dispositivo apropriados serem carregados. Neste caso, você pode verificar se o módulo tem um parâmetro para a opção que pretende definir com modinfo módulo e definir essa opção com um arquivo de configuração em /etc/modprobe.d. Caso contrário, você terá que escrever uma regra de udev para defeinir o atributo adequado logo que o dispositivo aparecer.

Timers

Um timer (em português, temporizador) é um arquivo de configuração de unit cujo nome termina com .timer e codifica informações sobre um temporizador controlado e supervisionado por systemd, para ativação baseada em temporizador. Veja systemd/Timers.

Nota: Timers podem substitui a funcionalidade do cron muito bem. Veja systemd/Timers#As a cron replacement.

Montagem

O systemd é responsável pela montagem das partições e sistemas de arquivos especificados em /etc/fstab. O systemd-fstab-generator(8) converte todas as entradas do /etc/fstab em units de systemd, isso é executado no momento da inicialização e sempre que a configuração do gerenciador do sistema é recarregada.

O systemd estende os recursos habituais do fstab e oferece opções adicionais de montagem. Eles afetam as dependências da unit de montagem, elas podem, por exemplo, garantir que uma montagem seja executada somente quando a rede estiver ativa ou apenas quando outra partição for montada. A lista completa de opções específicas de montagem systemd, tipicamente prefixadas com x-systemd., é detalhada em systemd.mount(5).

Um exemplo dessas opções de montagem no contexto de automontagem, que significa montar somente quando o recurso é necessário, e não automaticamente no momento da inicialização, é fornecido em fstab#Automount with systemd.

Automontagem de partição GPT

Em um disco particionado em GPT, systemd-gpt-auto-generator(8) vai montar partições seguindo a Discoverable Partitions Specification, de forma que elas podem ser omitidas do fstab.

A automontagem para uma partição pode ser desabilitada alterando o GUID do tipo da partição ou definindo o bit de atributo 63 "do not automount", veja gdisk#Prevent GPT partition automounting.

Dicas e truques

Executando serviços após a rede estar ativa

Para atrasar um serviço depois que a rede está ativa, inclua as seguintes dependências no arquivo .service:

/etc/systemd/system/foo.service
[Unit]
...
Wants=network-online.target
After=network-online.target
...

O serviço de espera de rede do aplicativo específico que gerencia a rede também deve ser ativado para que network-online.target reflita adequadamente o status da rede.

  • Para os que estão usando NetworkManager, habilite NetworkManager-wait-online.service.
  • Se estiver usando systemd-networkd, systemd-networkd-wait-online.service é, por padrão, habilitado automaticamente sempre que systemd-networkd.service foi habilitado; caso obtenha sucesso na verificação como systemctl is-enabled systemd-networkd-wait-online.service, nenhuma outra ação é necessária.

Para explicações mais detalhadas, veja Running services after the network is up no wiki do systemd.

Habilitar units instaladas por padrão

O Arch Linux vem com /usr/lib/systemd/system-preset/99-default.preset contendo disable *. Isso faz com que o systemctl preset desabilite todas as unidades por padrão, de forma que quando um novo pacote é instalado, o usuário deve habilitar manualmente a unit.

Se este comportamento não for desejado, basta criar um link simbólico de /etc/systemd/system-preset/99-default.preset para /dev/null para sobrescrever o arquivo de configuração. Isso fará com que o systemctl preset habilite todas as units que forem instaladas – independentemente do tipo de unit – a menos que especificado em outro arquivo em um dos diretórios de configuração do systemctl preset. Units de usuário não são afetadas. Veja systemd.preset(5) para mais informações.

Nota: Habilitar todas as units por padrão pode causar problemas com pacotes que contêm duas ou mais unidades mutuamente exclusivas. O systemctl preset é projetado para ser usado por distribuições ou administradores de sistema. No caso em que duas units conflitantes seriam habilitadas, você deve especificar explicitamente qual delas deve ser desabilitada em um arquivo de configuração predefinido, conforme especificado na página man de systemd.preset.

Usando ambientes de aplicativos em sandbox

Um arquivo de unit pode ser criado como uma sandbox para isolar aplicativos e seus processos em um ambiente virtual reforçado. O systemd alavanca espaços de nomes, listas brancas/negras de Capacidades e grupos de controle ("cgroups") para processos contêineres através de uma extensa configuração do ambiente de execução.

O aprimoramento de um arquivo existente de unit do systemd com um aplicativo de sandboxing normalmente requer testes de tentativa e erro acompanhados pelo uso generoso de strace, stderr e facilidades de saída e registro de erro do journalctl. Você pode querer pesquisar primeiro a documentação original para testes já feitos para basear os testes.

Alguns exemplos sobre como fazer sandboxing como systemd pode ser implementado:

  • CapabilityBoundingSet define uma lista branca definida de capacidades permitidas, mas também pode ser usado para inserir em lista negra uma capacidade específica para uma unit.

Solução de problemas

Investigar erros no systemd

Como um exemplo, vamos investigar um erro como o serviço systemd-modules-load:

1. Vamos procurar os serviços systemd que falham em iniciar em tempo de inicialização:

$ systemctl --state=failed
systemd-modules-load.service   loaded failed failed  Load Kernel Modules

Outra forma é mensagens de log ao vivo do systemd:

$ journalctl -fp err

2. Beleza, localizamos um problema com o serviço systemd-modules-load. Queremos saber mais:

$ systemctl status systemd-modules-load
systemd-modules-load.service - Load Kernel Modules
   Loaded: loaded (/usr/lib/systemd/system/systemd-modules-load.service; static)
   Active: failed (Result: exit-code) since So 2013-08-25 11:48:13 CEST; 32s ago
     Docs: man:systemd-modules-load.service(8).
           man:modules-load.d(5)
  Process: 15630 ExecStart=/usr/lib/systemd/systemd-modules-load (code=exited, status=1/FAILURE)

Se o Process ID não estiver listado, basta reiniciar o serviço que falhou usando systemctl restart systemd-modules-load.

3. Agora temos o id de processo (PID) para investigar esse erro em profundidade. Digite o comando a seguir com o Process ID atual (aqui: 15630):

$ journalctl _PID=15630
-- Logs begin at Sa 2013-05-25 10:31:12 CEST, end at So 2013-08-25 11:51:17 CEST. --
Aug 25 11:48:13 mypc systemd-modules-load[15630]: Failed to find module 'blacklist usblp'
Aug 25 11:48:13 mypc systemd-modules-load[15630]: Failed to find module 'install usblp /bin/false'

4. Vemos que algumas configurações de módulo do kernel estão com configurações erradas. Portanto, vamos dar uma olhada nessas configurações em /etc/modules-load.d/:

$ ls -Al /etc/modules-load.d/
...
-rw-r--r--   1 root root    79  1. Dez 2012  blacklist.conf
-rw-r--r--   1 root root     1  2. Mär 14:30 encrypt.conf
-rw-r--r--   1 root root     3  5. Dez 2012  printing.conf
-rw-r--r--   1 root root     6 14. Jul 11:01 realtek.conf
-rw-r--r--   1 root root    65  2. Jun 23:01 virtualbox.conf
...

5. A mensagem de erro Failed to find module 'blacklist usblp' pode estar relacionada a uma configuração errada dentro de blacklist.conf. Vamos desativá-lo inserindo um # antes de cada opção que encontramos na etapa 3:

/etc/modules-load.d/blacklist.conf
# blacklist usblp
# install usblp /bin/false

6. Agora, tentar iniciar systemd-modules-load:

# systemctl start systemd-modules-load

Se for bem sucedido, nada deve ser emitido. Se você vir algum erro, volte para a etapa 3 e use o novo PID para resolver os erros deixados.

Se tudo estiver correto, você pode verificar se o serviço foi iniciado com sucesso com:

$ systemctl status systemd-modules-load
systemd-modules-load.service - Load Kernel Modules
   Loaded: loaded (/usr/lib/systemd/system/systemd-modules-load.service; static)
   Active: active (exited) since So 2013-08-25 12:22:31 CEST; 34s ago
     Docs: man:systemd-modules-load.service(8)
           man:modules-load.d(5)
 Process: 19005 ExecStart=/usr/lib/systemd/systemd-modules-load (code=exited, status=0/SUCCESS)
Aug 25 12:22:31 mypc systemd[1]: Started Load Kernel Modules.

Diagnosticar problemas de inicialização

O systemd tem várias opções para diagnosticar problemas com o processo de inicialização. Veja Depuração de inicialização para instruções mais gerais e opções para capturar mensagens de inicialização antes que o systemd assuma o processo de inicialização. Veja também a documentação de depuração do systemd.

Diagnosticar um serviço

Se algum serviço do systemd se comportar mal ou você quiser obter mais informações sobre o que está acontecendo, defina a variável de ambiente SYSTEMD_LOG_LEVEL com debug. Por exemplo, para executar o daemon systemd-networkd no modo de depuração:

Adicione um arquivo drop-in para o serviço adicionando as duas linhas:

[Service]
Environment=SYSTEMD_LOG_LEVEL=debug

Ou, de forma equivalente, defina a variável de ambiente manualmente:

# SYSTEMD_LOG_LEVEL=debug /lib/systemd/systemd-networkd

então, reinicie systemd-networkd e monitore o journal para o serviço com a opção -f/--follow.

Desligamento/reinicialização demora demais

Se o processo de desligamento leva um tempo muito longo (ou parece estar congelado) muito provavelmente um serviço que não se encerra é o responsável. O systemd espera um tempo para cada serviço encerrar antes de tentar matá-lo. Para descobrir se você foi afetado, veja esse artigo.

Processos de curta duração não parecem registrar qualquer saída

Se journalctl -u foounit não mostra nenhuma saída para um serviço de curta duração, veja o PID em vez disso. Por exemplo, se systemd-modules-load.service falha, e systemctl status systemd-modules-load mostra que executou com PID 123, então você talvez possa ver uma saída no journal por esse PID, ou seja, journalctl -b _PID=123. Campos de metadados para o journal como _SYSTEMD_UNIT e _COMM são coletados de forma assíncrona e invocam o diretório /proc para o processo existente. A solução deste problema requer fixar o kernel para fornecer esses dados através de uma conexão de socket, semelhante ao SCM_CREDENTIALS. Em resumo, é um erro. Tenha em mente que os serviços imediatamente falhos podem não imprimir nada para o journal conforme o design do systemd.

Tempo de inicialização aumentando com o tempo

Depois de usar o systemd-analyze, vários usuários notaram que o tempo de inicialização aumentou significativamente em comparação com o que costumava ser. Depois de usar systemd-analyse blame, o NetworkManager está sendo relatado como tendo uma quantidade anormalmente grande de tempo para iniciar.

O problema para alguns usuários foi devido a /var/log/journal se tornar muito grande. Isso pode ter outros impactos no desempenho, como systemctl status ou journalctl. Como tal, a solução é remover todos os arquivos dentro da pasta (idealmente fazendo um backup em algum lugar, pelo menos temporariamente) e, em seguida, definindo um limite de tamanho de arquivo de diário conforme descrito em #Limite no tamanho do journal[broken link: invalid section].

systemd-tmpfiles-setup.service não inicia na inicialização do sistema

A partir do systemd 219, /usr/lib/tmpfiles.d/systemd.conf especifica os atributos da ACL para os diretórios sob /var/log/journal e, portanto, requer que o suporte da ACL seja ativada para o sistema de arquivos em que o journal reside.

Veja Access Control Lists#Enabling ACL para instruções sobre como habilitar ACL no sistema de arquivos que hospeda /var/log/journal.

A versão impressa do systemd na inicialização não é a mesma da versão do pacote instalado

Você precisa regenerar seu initramfs e as versões deve corresponder.

Dica: Um hook do pacman pode ser usado para regenerar automaticamente o initramfs toda vez que o systemd é atualizado. Veja esse tópico no fórum e Pacman (Português)#Hooks.

Desabilitar modo de emergência em máquina remota

Você pode desabilitar o modo de emergência em uma máquina remota, por exemplo, uma máquina virtual hospedada no Azure ou no Google Cloud. É porque se o modo de emergência for acionado, a máquina será bloqueada de se conectar à rede.

# systemctl mask emergency.service
# systemctl mask emergency.target

Veja também